João Pessoa 21/05/2018 07:03Hs

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Comandante preso acusado de receber propina ganha liberdade provisória

policial da propinaO coronel Alexandre Fontenelle – ex-chefe do Comando de Operações Especiais (COE) – recebeu um habeas corpus do Tribunal de Justiça do Rio, na tarde desta quinta-feira. De acordo com a decisão do desembargador Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, da Quinta Câmara Criminal, o pedido de revogação de prisão foi feito por outros cinco réus no processo, mas a decisão foi estendida para todos os 19 acusados pelo crime de formação de quadrilha. O major João Jacques Busnello, diretor do Batalhão Especial Prisional (BEP), disse que aguarda os alvarás de soltura expedidos pela Justiça para liberar os policiais. Ainda segundo ele, os familiares estão chegando para acompanhá-los na saída e ajudar na retirada dos pertences.

A juíza Ana Paula Monte Figueredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar, também revogou, na tarde desta sexta-feira, a prisão do tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel, acusado de receber propina para não reprimir o tráfico de drogas na Ilha do Governador, e de mais três acusados (leia a matéria completa aqui).

Segundo o advogado de Fontenelle, Manuel de Jesus, os presos estão sendo preparados para deixar o BEP. O coronel foi preso, em setembro, acusado de chefiar uma quadrilha de PMs do 14º BPM (Bangu) que receberia propinas de mototaxistas, comerciantes e empresários. Na decisão, o desembargador alega que “para garantir a eventual aplicação da lei penal, em se tratando, como dito, de réus primários, de bons antecedentes e com residência fixa”, é necessário que os réus compareçam periodicamente no Fórum e não se ausentem da cidade por mais de oito dias sem autorização judicial. Ele determina que seja comunicado também qualquer mudança de endereço.

De acordo com investigações de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo é acusado de cobrar propina de donos de empresas de ônibus, cooperativas de van, e fornecedoras de gás, e ainda de comerciantes e mototaxistas, em Bangu. Segundo as investigações, as extorsões ocorreram em 2012 e 2013, quando eles atuavam no 14º BPM (Bangu). A quadrilha exigia propinas que variavam de R$ 50 a R$ 10,4 mil. As cobranças ocorriam semanalmente ou mensalmente. Há evidências obtidas por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça e através de documentos

Entre os 24 PMs acusados de pertencer à quadrilha há, além de Fontenelle, seis oficiais. Entre os presos, estavam os majores Carlos Alexandre Lucas, Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes; além dos capitães Walter Colchone Netto e Rodrigo Leitão da Silva. O coronel Alexandre Fontenelle ocupa o terceiro posto mais alto na hierarquia da PM. O COE comanda o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Aeromarítimo (GAM), e o Batalhão de Choque (BPChoq)

O Globo