João Pessoa 21/05/2018 20:51Hs

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FGTS amplia recurso para linha imobiliária e libera R$ 21,7 bi para a casa própria

Conselho Curador do FGTS decidiu ampliar recursos da Caixa para linhas de crédito imobiliário

casa própria qDepois de o orçamento anual da linha de financiamento imobiliário Pró-Cotista esgotar em menos de dois meses, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço liberou R$ 21,7 bilhões extras para as linhas de crédito que possibilitam a compra da casa própria. Desses, R$ 8,2 bilhões foram para o Pró-Cotista, que deve regularizar suas operações já na próxima semana, de acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF).

A modalidade financia imóveis de até R$ 750 mil para trabalhadores cadastrados no FGTS, atendendo, sobretudo, as famílias de classe média que não se enquadram nos limites das linhas de crédito populares, como as do programa Minha Casa, Minha Vida.

Secretário-executivo do Conselho, Quênio Cerqueira esclareceu que o orçamento do Pró-Cotista precisou ser ampliado, devido ao crescimento da procura pela modalidade. Com a suplementação, a linha passa a ter orçamento recorde de R$ 9,5 bilhões neste ano. Em 2015, foram R$ 5,7 bilhões; mas, no início de 2016, este montante caiu para R$ 700 milhões. O Governo não explicou o motivo da redução.

O aumento dos recursos do FGTS para o crédito imobiliário deverá compensar as perdas que essas linhas de financiamento tiveram a partir do ano passado com a redução dos depósitos da caderneta de poupança. Uma parte do que é depositado na poupança é canalizada para financiar a construção e a compra de imóveis.

Crédito
Além de liberar R$ 8,2 bilhões para o Pró-Cotista, o Conselho Curador do FGTS destinou R$ 10 bilhões para a aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), R$ 3 bilhões para a produção de imóveis de pessoas jurídicas do ramo da construção civil e R$ 500 milhões para as operações de produção ou comercialização de imóveis novos. Com isso, o orçamento do FGTS para este ano passou de R$ 83 bilhões para R$ 104,7 bilhões.

O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, que preside o Conselho, afirmou que o aumento do fundo será “uma contribuição importante” para a oferta de crédito e a geração de empregos no País. Ele prevê que os novos recursos possibilitem a construção de 140 mil imóveis, sendo boa parte de casas populares. Isso porque, segundo Cerqueira, pelo menos R$ 7,6 bilhões da suplementação devem ser investidos em habitação popular.