João Pessoa 19/07/2018 23:05Hs

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Jovem morto ao simular assalto é enterrado sob forte comoção

Padrinho de Wallace de Souza Gilio desabafou durante o velório no Cemitério de Inhaúma: 'Ele morreu se rendendo'

jovem que simulou asslatoRio – Cerca de 100 pessoas, a maioria vestidas com camisas brancas que tinham estampadas a foto de Wallace de Souza Gilio compareceram ao velório do jovem de 22 anos na manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. O enterro aconteceu sob forte comoção dos amigos e parentes. Uma prima de Wallace desmaiou. Ele morreu ao ser baleado por um policial militar, enquanto fingia assaltar um amigo, no Engenho de Dentro.

Padrinho do jovem, o aposentado William Carvalho, de 46 anos, lamentou a trágica morte de Wallace, que foi pai no mês passado. “Era um menino tranquilo, sempre seguia os bons conselhos e gostava muito de festa. Foi morto um garoto indefeso, que não tinha uma arma. Ele morreu se rendendo com as mãos para cima”, diz.

O aposentado lembrou que o PM André Felipe Aguiar Rebello, lotado no 15ºBPM (Duque de Caxias), é acusado de um outro assassinato, em fevereiro de 2013. “Ele foi morto por um psicopata desequilibrado que não foi a primeira vez que matou alguém. Ele nem deveria estar na rua. Daqui a pouco essa história vai esfriar, ele vai receber sua arma de volta e vai voltar para rua e matar outras pessoas”, desabafa.

Segundo o padrinho de Wallace, o local do crime, na Rua Gustavo Riedel, foi desfeito. “Mudaram a cena do crime. Viraram ele de lado e colocaram as mãos dele para baixo”, denuncia.

Wallace Gilio foi criado pelo padrinho desde que nasceu, já que a sua mãe, segundo William Carvalho, não queria o garoto e ameaçou a jogá-lo no lixo. Ele agora espera que a justiça seja feita.

“Foram 23 anos dedicados a ele. Vinte e três anos deles, e 23 meu. Ao todo, foram 46 anos jogados na lixeira por causa desse policial. Abdiquei da minha vida para cuidar dele e de um outro primo dele. Vou tê-lo na minha memória para sempre e quero justiça”, finaliza.

O Dia