João Pessoa 18/08/2018 06:27Hs

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Lula diz que vai para o governo Dilma para ‘ajudar e não brigar’.

O ex-presidente afirmou que não existe espaço para ódio no país.

lula_paulista2O ex-presidente Lula aguarda para falar em ato pró-governo na Avenida Paulista

SÃO PAULO – Em seu primeiro discurso após aceitar ser ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que “não existe espaço para ódio” no país. O petista afirmou que aceitou participar do governo Dilma Rousseff para “não brigar, mas ajudar”.

– Não existe espaço para ódio nesse país. Acho muito engraçado. Essa semana setores dizendo que nós somos os violentos. Mas tem gente que prega a violência contra nós 24 horas por dia – disse, para completar:

-Ao aceitar ir para o governo veja o que aconteceu comigo: eu virei outra vez lulinha paz e amor. Eu vou lá não para brigar mas para fazer as coisas que tem que tem que ser feita nesse país.

Lula chegou à Avenida Paulista por volta das 19 horas, quando a manifestação contra o impeachment de Dilma já havia iniciado há três horas.

Até fazer esse discurso, as primeiras palavras de Lula sobre a divulgação da conversa entre ele e Dilma pela Lava-Jato foram por meio de uma carta aberta à nação na noite de quinta-feira. No texto, ele disse ter sido vítima de “atos injustificáveis de violência” ao se referir à gravação telefônica e também fez um gesto ao Judiciário, dizendo acreditar na Justiça.

Lula discursou rodeado de lideranças do PT e do PC do B, entre elas o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP). Haddad criticou a divulgação de conversas telefônicas sobre a intimidade da família do ex-presidente.

– Isso é uma violência. Ninguém pode ter suas conversas íntimas publicadas para deboche das pessoas – afirmou o prefeito.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, defendeu que o país se “livre” do juiz Sergio Moro.

– Esse é um ato pela democracia. Aqui não tem ninguém que quer fazer do ódio sua palavra ou dividir o Brasil em dois. O Brasil está sofrendo um golpe da democracia onde um juiz acha que pode substituti um voto. Quem manda somos nós que temos voto. O Moro não grampeou o Lula e a Dilma, mas a democracia, o estado de direito e o Brasil. Vamos nos livrar do Moro – disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

O Globo