João Pessoa 16/08/2018 11:56Hs

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Mulher atacada por Sailson enquanto dormia ao lado do filho de quatro meses foi salva pela avó de 73 anos

assassino frioNa madrugada de 8 de outubro de 2013, mãe e filho dormiam lado a lado nos fundos da casa, quando um homem negro e alto entrou pela janela. Quando a mulher, de 23 anos, se virou assustada para ver o que acontecia, o homem, de capuz na cabeça, subiu em sua cama e pôs uma das mãos em seu pescoço. Mal a criança, então com quatro meses, começou a chorar, o criminoso deu dois golpes de faca no pescoço e na boca da mulher. O bebê, que dormia ao lado, foi acertado no pescoço.

Os gritos de “Sai daqui!” acordaram a avó da mulher, de 73 anos, que dormia no quarto ao lado. Quando ela entrou no cômodo, o homem deu um salto da cama, saiu pela janela e, com as duas mãos sujas de sangue, pulou o muro que dava para a rua. E fugiu.

O relato é da própria avó, que, por pouco, não viu a neta e o bisneto serem mortos por Sailson José das Graças em sua casa em Santa Rita, Nova Iguaçu. Hoje, a mãe é aguardada na DHBF para prestar depoimento: preso na carceragem da Polinter, no Jacarezinho, o criminoso revelou o crime a agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) no último sábado. Até agora, a polícia já identificou 11 vítimas de Sailson, sete delas assassinadas. No sábado, Sailson também afirmou a policiais que não havia conseguido matar uma mulher de 23 anos, que tentou enforcar por três vezes.

Levados ao Hospital da Posse, mãe e filho conseguiram sobreviver. Até a semana passada, entretanto, a própria vítima não sabia quem havia sido seu algoz. Até a semana passada, entretanto, a própria vítima não sabia quem havia sido seu algoz.

— Ele estava de capuz, não deu para ver. Quando Sailson apareceu na TV, reconhecemos o homem que capinava os terrenos baldios da rua e fazia bicos de vigia. Aí, ligamos uma coisa a outra: foi ele mesmo. Ele dormia na rua, em frente à nossa casa, e até dávamos comida a ele. Foi assim que ele aprendeu a rotina da casa e preparou o ataque — conta a avó.

Com 12 pontos no pescoço e cinco no céu da boca, a mulher não mora mais na casa e nunca mais conseguiu entrar no cômodo em que foi atacada. Por muito tempo, teve medo de sair na rua. O bebê tem cicatrizes do ataque no pescoço.

Depoimento

Neste domingo, outra vítima foi à DHBF prestar depoimento. A jovem, de 17 anos, contou que Sailson entrou em sua casa, em Nova Iguaçu, em 18 de setembro do ano passado, pela porta da frente enquanto dormia. Após tentar enforcá-la por três vezes, o criminoso desistiu de matar a menina: “Deus não quis”, disse, antes de sair pela porta, com uma camisa escondendo o rosto.

Vítima de Sailson prestou depoimento neste domingo na DHBF
Vítima de Sailson prestou depoimento neste domingo na DHBF Foto: Urbano Erbiste / Extra

— Ele tentou me asfixiar, mas eu acordei. Nesse momento, ele estava do meu lado. Quando me viu acordar, me atacou de novo. Depois, quando acordei novamente, falei para ele que minha avó estava internada e que precisava de mim. Ele, sempre muito frio, disse que eu não ia morrer porque Deus não queria — disse.

Antes de ir embora, Sailson conversou com a menina e disse que já a observava há duas semanas. Também explicou que gostava de matar meninas bonitas da região e perguntou se a menina queria saber quantas ele já havia matado. A menina respondeu que não.

— Se ele falasse, ia ter um infarto, eu estava muito nervosa. Já ele continuou sempre muito frio. Eu o reconheci pela voz, calma — contou.

Antes de ir embora, Sailson, que estava com um facão guardado na calça, raspou as unhas da vítima com as próprias mãos para que a polícia não conseguisse identificá-lo. Antes de sair, pediu à vítima que deixasse a porta trancada.

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