João Pessoa 17/08/2018 07:11Hs

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Universalização de água e esgoto no Rio exigirá R$ 26 bi.

Do total, R$ 21 bilhões seriam destinados a áreas atentidades pela Cedae.

tratamento daguaEstação de tratamento de esgoto de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. O município tem os serviços de água e esgoto geridos pela iniciativa privada desde 1999

RIO e BRASÍLIA – A universalização do sistema de água e esgoto no Rio de Janeiro vai exigir R$ 26,09 bilhões em investimentos em 30 anos, segundo estimativa da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A maior parte desse montante seria destinada a áreas atendidas pela Cedae: R$ 21 bilhões. Os outros R$ 3,74 bilhões viriam de concessões privadas e R$ 1,35 bilhão de autarquias municipais. Em 2014, dado mais recente, o fornecimento de água chegava a 89,30% da população fluminense, enquanto a coleta de esgoto atingia 64,21%, mas com uma fatia de apenas 34,66% tratados.

O BNDES apresentou ao governo do Estado do Rio um modelo de proposta para a concessão do serviço de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto da Cedae à iniciativa privada. O projeto prevê dividir o Estado em quatro áreas geográficas para conceder os serviços. A Cedae continuaria a atuar na produção, tratamento e transporte de água até as adutoras. O plano usa o sistema de subsídio cruzado, ancorado na cidade do Rio, onde a tarifa de água cobrada da concessionária seria mais alta.

O governo estadual vai bater o martelo sobre a concessão dos serviços de água e esgoto da Cedae à iniciativa privada entre terça e quarta-feira, segundo fonte próxima ao Palácio Guanabara. A tendência é fechar negócio e chancelar a inclusão do projeto no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), diz a fonte. Mas, para dar sinal verde à concessão, alguns pontos sensíveis terão de ser definidos com o BNDES: