João Pessoa 21/04/2018 07:45Hs

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‘Não identificamos o conteúdo do envelope, por isso ele não foi preso’, revela procurador sobre vídeo com Vitor Hugo

O procurador-geral do Ministério Público da Paraíba, Francisco Seráphico, nesta segunda-feira (09), comentou o vídeo vinculado pelo programa Fantástico, da TV Globo, onde o vereador e prefeito interino de Cabedelo, Vitor Hugo (PRB), aparece recebendo um envelope, supostamente, com dinheiro.

“Na época das investigações não foi possível identificar o conteúdo desses envelopes, por isso ele não foi afastado ou preso, como aconteceu com outros parlamentares. Esse vídeo, porém, já era de conhecimento nosso. Muita coisa ainda precisa ser averiguada”, disse em entrevista à Band News.

De acordo com a matéria do Fantástico, Vitor teria recebido o pacote de Leila Viana, irmã do prefeito afastado Leto Viana (PRB), presa durante a Operação Xeque-Mate, que investiga casos de corrupção na gestão cabedelense, prendeu onze pessoas e afastou 85 servidores públicos dos cargos.

“Foram doação de terrenos fraudados, usando laranjas para ocultar crescimento financeiro, mas foram coletadas novas provas para ver. Vamos investigar desde a compra do mandato de Luceninha, como diversos outros fatos como o recebimento de propina por vereadores. É uma operação grande e continuam as investigações para que possamos descortinar esse esquema e evidenciado outros elementos”, arrematou Seráphico.

Em nota, Vitor Hugo negou as acusações:

Minha vida, pública ou não, sempre foi pautada pela honestidade e transparência. Nunca precisei esconder fatos ou utilizar de meios ilegais para conquistar objetivos e chegar onde cheguei.

A maior prova disso é justamente a “Operação Xeque Mate”, que investigou a fundo as irregularidades cometidas em Cabedelo, colheu provas e prendeu ou afastou todos os envolvidos.

Por isso mesmo fui pego de surpresa na noite deste domingo, com a utilização do meu nome pelo programa da Rede Globo “Fantástico” entre os vereadores envolvidos no esquema. A entrega de envelopes é um fato comum e corriqueiro na relação entre o legislativo e o executivo.

Nesse dia em específico, recebi o meu salário normal de cada mês, feito em cheque. Fato provado, repito, pela própria Operação, que não me incluiu entre os envolvidos no esquema.

Outro fato que me causou estranheza foi a quebra de um dos preceitos básicos do jornalismo: ouvir os dois lados e conceder espaço para a defesa dos citados. Em NENHUM momento fui procurado pela Rede Globo.

Continuo à disposição da Justiça, da Polícia e principalmente do povo de Cabedelo para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

Paraíba.com