João Pessoa 16/07/2018 12:42Hs

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Petista admite chance de aliança com Cartaxo, mas garante que não migrará para bancada governista

Conforme Marcos Henriques, ida do prefeito para o PV facilita o diálogo por ser um partido com viés de centro-esquerda

Após o presidente municipal do PSB, Ricardo Barbosa deixar escapar que PT e PCdoB vão buscar viabilizar diálogo entre o PSB do governador Ricardo Coutinho e o PV do recém-chegado prefeito Luciano Cartaxo, o vereador Marcos Henrique (PT) tratou sobre outro diálogo do Partido dos Trabalhadores com o Partido Verde. O petista disse que pode haver consenso com o gestor pessoense, mas mesmo assim não há possibilidade de migrar para bancada governista.

“O PV é da base aliada, se Cartaxo sinalizar com a votação para o presidente Lula é um bom começo. É positivo que nós possamos ter, nosso objetivo é aumentar o arco de alianças em prol do presidente Lula. Acho que se isso acontecer vai ser importante, já que ele está num partido de centro-esquerda, e isso facilita as coisas para uma conversa onde se assuma uma pauta progressista”, afirmou Marcos Henriques.

Entretanto, o camarista salientou que “não se trata de estar lado a lado com Cartaxo, se trata de um projeto pelo país em torno de Lula”. Ainda segundo Henriques, se o PV ou outro partido de centro-esquerda quiser se entregar ao leque de partidos que apoiam Lula, serão todos bem-vindos. A única ressalva é que não haverá aliança com partidos que tenham integrado o processo do impeachment de Dilma.

Questionado se com uma possível aliança entre PT e PV, ele poderá migrar de bancada ou mudar seu discurso com relação a administração municipal, Henriques rechaçou essa possibilidade. “Essa discussão está fora do contexto. Não iremos aderir ao governo, estamos dispostos a compor uma política de alianças em prol do Brasil. Não está se cogitando participar do governo municipal”, explicou.

E o PT parece mesmo ter superado a rixa com Luciano Cartaxo. Marcos Henriques não quis comentar sobre o sentimento na cúpula interna do PT, e disse que a questão não é se a mágoa foi superada, mas sim que o partido precisa discutir um projeto para o Brasil, e dentro dessa lógica não tem como vetar pessoas.

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