João Pessoa 24/06/2018 14:44Hs

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Acusados da morte de cinegrafista têm processo anulado e podem ser libertados

acusados da morte de cinegrafistaOs desembargadores da 8ª Câmara Criminal, em sessão nesta quarta-feira, desclassificaram a denúncia do Ministério Público estadual contra Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, acusados do homicídio do cinegrafista Santiago Andrade, da Bandeirantes, em fevereiro do ano passado. Os dois, que aguardam julgamento na prisão, na prática tiveram o processo anulado, e podem ser libertados a qualquer momento. Para que sejam mandados de volta à prisão, o MP terá que fazer nova denúncia.

Santiago Andrade tinha 49 anos, e trabalhava há quase 10 na Band
Santiago Andrade tinha 49 anos, e trabalhava há quase 10 na Band Foto: Divulgação TV Bandeirantes

A decisão da 8ª Câmara foi unânime. Segundo ela, os desembargadores “rejeitaram as preliminares arguidas e, no mérito, por maioria, deram provimento aos recursos defensivos para desclassificar as condutas dos recorrentes, determinando a soltura dos mesmos com aplicação das medidas cautelares elencadas no voto do eminente desembargador Gilmar Teixeira, designado para o acórdão, devendo os alvarás de soltura serem expedidos pelo juízo de primeiro grau”.

Flagrados

Fábio e Caio foram identificados, em imagens feitas pela própria imprensa, como responsáveis por soltar o rojão que acabou matando o cinegrafista Santiago Andrade durante uma manifestação na Central do Brasil. Os dois jovens admitiram se conhecer de outras manifestações. Fábio foi o primeiro a ser capturado. Seu advogado, Jorge Tadeu Nunes, foi quem entregou à polícia os dados de Caio.

Fotógrafo do jornal O Globo flagrou o momento em que Santiago foi atingido
Fotógrafo do jornal O Globo flagrou o momento em que Santiago foi atingido Foto: Agência O Globo

Em depoimento ao chegar ao Complexo Penitenciário de Gericinó, Caio acusou Fábio de ter sido responsável por acender o rojão. Na época, Jonas Tadeu disse que o cliente foi pressionado a prestar o depoimento. Caio foi ouvido sem a presença do advogado, o que também foi alvo de reclamação de Jonas. O delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), negou qualquer irregularidade no depoimento.