João Pessoa 23/10/2017 00:41Hs

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Com o dinheiro no centro de suas crises, Fla e Flu se enfrentam para aliviar a pressão

Mola propulsora do capitalismo, o dinheiro também rege destinos no futebol. Não à toa, está no cerne das crises que fazem Flamengo e Fluminense entrarem pressionados, às 17h, no Maracanã. Ainda que, para um deles, o cenário seja de caos financeiro e, para o outro, de fartura.

O Flamengo é o novo rico do futebol brasileiro. Após vender Jorge e Vinícius Júnior, passou a ter previsão de receita superior a R$ 600 milhões em 2017. E não economizou para contratar. Só este ano, trouxe nove, como Éverton Ribeiro e Diego Alves. Um investimento que fez a folha salarial saltar para R$ 10 milhões — mas também aumentou a cobrança.

Embora muito comemorado, o título estadual é considerado pouco pela torcida, que elevou sua expectativa sobre o Rubro-Negro. Mas o time caiu na fase de grupos da Libertadores, perdeu a final da Copa do Brasil e é apenas o sétimo no Brasileiro. Sem rumo, o time só venceu dois dos últimos nove jogos.

— Temos que virar logo a chave e ir em busca das vitórias para fazer o torcedor confiar no nosso trabalho — admitiu Réver.

Com folha de R$ 6 milhões e previsão de prejuízo para este ano, o Tricolor só trouxe quatro (com exceção do lateral Lucas, todos apostas). Precisou usar as crias de Xerém, que já sentem a pressão. Com duas vitórias nos últimos 11 jogos, está a um ponto do Z-4. Ainda assim, Abel Braga não troca sua situação pela do rival:

— Prefiro a crise de quem não tem dinheiro. Desde o início eu sabia dessa situação. Não sabia que era tão complicado. E também não imaginava que seria com tantos garotos. Mas cobrança no craque é muito maior que no menino.

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