•  O congelamento de suas ambições armamentistas havia sido prometido pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, na carta em que convidou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma reunião – a moratória era uma exigência do republicano para concretizar o encontro, previsto para junho.

“Não há mais necessidade de testes nucleares ou balísticos.

Fecharemos o local de testes nucleares no norte do país”, declarou Kim em um discurso à nação, segundo a imprensa oficial.

Há cerca de 20 dias, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, futuro secretário de Estado dos EUA, fez uma visita secreta ao país asiático e se reuniu com o líder. O objetivo da viagem foi preparar o terreno para a futura cúpula com Trump, que ainda não tem data nem local confirmados.

Caso se confirme, será o primeiro encontro na história entre um presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo e um líder da Coreia do Norte – em 2009, Bill Clinton chegou a se reunir com o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, mas já havia deixado o poder.

Ao longo de 2017, Pyongyang avançou como nunca em seu programa militar e testou, com sucesso, mísseis intercontinentais capazes de atingir o território dos Estados Unidos, além de ter realizado a detonação nuclear mais potente de sua história, supostamente com uma bomba de hidrogênio.

Em resposta, Trump patrocinou uma série de sanções econômicas das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, que podem ter abalado ainda mais uma economia já fragilizada. Por outro lado, Kim usa seu poder de fogo como arma de persuasão contra os EUA, e sua mudança de postura pode indicar que o programa nuclear e balístico já atingiu um estágio suficiente para garantir a manutenção do regime. (ANSA)