João Pessoa 28/05/2018 09:31Hs

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Estimativa indica que motorista dirigia acima do limite de velocidade em Copacabana

O laudo da perícia realizada no local do acidente ainda não ficou pronto, mas policiais que investigam o caso estimam que Antônio Almeida de Anaquim dirigia a cerca de 80Km/h quando, às 20h29m, perdeu a direção de seu carro, um Hyundai ix35. Estava, portanto, acima do limite de velocidade da Avenida Atlântica: 70Km/h. O veículo percorreu aproximadamente 40 metros do calçadão da Praia de Copacabana até parar na areia.

Testemunhas do acidente reafirmaram, nesta sexta-feira, que o carro de Antônio dirigia em alta velocidade. Além disso, imagens de câmeras de segurança de quiosques da orla mostram que várias pessoas que estavam sentadas nos estabelecimentos ou em pé no calçadão sequer perceberam a aproximação do veículo.

— Parecia uma nave espacial. O carro voou da pista e veio por cima da ciclovia. Bateu no no chão e saiu atropelando gente. Algumas pessoas foram atingidas pelas costas, sequer tiveram tempo de virar para ver o que estava acontecendo — contou Euclides Antônio Bittencourt, que trabalha na Praia de Copacabana fazendo esculturas na areia.

De acordo com policiais que acompanharam a perícia, os danos na carroceria do veículo também são um indício de que Antônio dirigia em alta velocidade. O carro ficou cheio de amassados por conta do impacto dos atropelamentos. O barraqueiro Valdir Martins sobreviveu por pouco, mas viu seus quatro funcionários serem atingidos e uma pesada caixa, abarrotada de latas de bebidas, voar pelos ares.

— Foi tudo muito rápido. Meu pessoal não teve tempo de desviar — lamentou Valdir.

Mau exemplo em quiosque

Uma grande quantidade de pessoas prestou socorro aos feridos. No entanto, em meio à demonstração de solidariedade, houve lugar para lamento. Não só pelas vítimas do acidente, mas pela conduta dos fregueses de um quiosque, o Inka Restobar.

— O povo saiu correndo, ninguém pagou a conta. Mas tudo bem, Deus é grande, muita gente sobreviveu ao acidente. Isso é o mais importante — disse o peruano Miguel Mollinedo, dono do estabelecimento.

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