João Pessoa 16/08/2018 04:29Hs

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‘Êxodo: Deuses e Reis’ é retirado de cartaz no Marrocos

Longa bíblico estrelado por Christian Bale também teve exibição banida no Egito, por apresentar uma história 'distorcida', segundo autoridades locais

ator cristian baleO ator Christian Bale em cena do longa ‘Êxodo: Deuses e Reis’  – Twentieth Century Fox/Divulgação

O longa Êxodo: Deuses e Reis, do diretor Ridley Scott, foi retirado de cartaz de várias salas de cinema no Marrocos. De acordo com o site do jornal local Yabiladi, a produção bíblica que narra a fuga de Moisés do Egito, protagonizada por Christian Bale, teve exibição banida no “último momento” desta quarta-feira de grandes salas do país, como Megarama e Imax Morocco Mall, localizadas na cidade de Casablanca.

A direção da sala Imax Morocco Mall anunciou nesta quinta em sua página no Facebook o início da projeção do filme, mas, poucas horas depois, cancelou a exibição sem dar detalhes a respeito da decisão. O Centro Cinematográfico Marroquino (CCM), encarregado de outorgar as autorizações às salas de cinema sobre os filmes estrangeiros projetados no país, ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Na tradição muçulmana não se permite a representação icônica de Deus, Maomé ou de profetas. A projeção de Êxodo: Deuses e Reis também foi proibida no Egito, depois que as autoridades consideraram que a produção conta uma história “distorcida”.

Filmes que provocaram a ira de governos Argo x Irã

O governo iraniano ficou enfurecido com o vencedor do Oscar de melhor filme de 2012. A produção retrata uma missão secreta que conseguiu retirar do Irã seis diplomatas americanos depois da tomada da embaixada dos EUA no país, em 1979. Autoridades iranianas chegaram a anunciar que pretendiam processar os produtores. Personagens iranianos que aparecem no filme e que hoje detêm cargos de destaque no país afirmaram que não houve preocupação em mostrar os dois lados da história. O filme não foi lançado oficialmente no Irã, mas acabou sendo visto pela população por meio de cópias piratas.
(Com Agência EFE)