João Pessoa 18/06/2018 11:17Hs

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Justiça concede liberdade a jogador de futebol acusado de roubo

Sylvestre-pereira-1A Justiça concedeu, em audiência realizada nesta segunda-feira, liberdade para o jogador de futebol Sylvestre Pereira de Sousa, preso no último dia 12 acusado de ter roubado um celular em outubro de 2013. O atleta deve deixar o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, já nesta terça-feira, depois que forem cumpridos todos os trâmites burocráticos.

— Estamos planejando uma surpresa. Vai ter um futebol, ou um churrasco… Ainda não sabemos — comemorou o engenheiro projetista Clenilson Basílio, de 31 anos, amigo de Sylvestre.

A polícia havia chegado até Sylvestre por conta da placa de uma kombi que a família alega ter sido vendida dois anos antes do crime. O comprador do veículo chegou a apontar um parente como o verdadeiro autor do assalto, e o jovem compareceu à audiência desta segunda-feira admitindo o roubo. A Promotoria, inclusive, encaminhou o rapaz à delegacia para que ele fosse autuado por “falso testemunho”, tendo em vista que tanto a vítima quanto uma testemunha não o reconheceram.

Ainda assim, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à soltura de Sylvestre — “mesmo entendendo esta promotora que há provas contra o acusado, reconhece que não é necessário manter a custódia”, conforme consta na transcrição disponível no site do Tribunal de Justiça. O juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal, demonstrou visão semelhante: após frisar que “as questões de mérito deverão ser enfrentadas no momento do julgamento desta ação penal”, o magistrado determinou a suspensão da prisão preventiva, que foi substituída pela proibição de se ausentar da comarca sem autorização da Justiça e pela necessidade de manter o endereço atualizado nos autos até que seja proferida uma sentença.

Durante a audiência, a vítima reiterou o que já havia afirmado em uma declaração apresentada pela defesa do jogador há duas semanas. Na ocasião, a jovem corrigiu um reconhecimento feito anteriormente, a partir de uma foto em preto e branco e desatualizada de Sylvestre, retirada do site do Detran. Segundo ela, que se manifestou após ver outras imagens do acusado, não foi o atleta o autor do roubo.

A defesa também chegou a apresentar uma declaração do presidente da Sociedade Desportiva Juazeirense atestando que Sylvestre estava no Nordeste, a serviço do clube, quando o crime aconteceu. Nas palavras do dirigente, na data do roubo o jogador “se encontrava no estado da Bahia, exercendo seu labor”.
Sylvestre de Sousa exercendo sua atividade profissional: futebol

Sylvestre de Sousa exercendo sua atividade profissional: futebol Foto: Reprodução / Facebook
‘Nervosismo’

A vítima tinha 16 anos quando foi roubada, no Recreio, Zona Oeste do Rio. Na declaração apresentada pela defesa, ela diz ter reconhecido Sylvestre “de forma errônea em razão do nervosismo causado pela situação”.

Pedidos negados

O atual advogado de Sylvestre, Cláudio Carvalho Cunha, só assumiu o caso após a decretação da prisão, em julho do ano passado. Até o jogador ser encarcerado, duas revogações e dois pedidos de habeas corpus foram negados.

Prisão revogada

Antes, o atleta era defendido por uma advogada que, em um primeiro momento, havia conseguido a revogação da prisão. O juiz voltou atrás na decisão após notar que o reconhecimento inicial feito pela vítima na delegacia não constava no pedido feito pela defesa.
Carreira

Além da passagem pelo Juazeirense, Sylvestre atuou pelo Olaria no Campeonato Carioca do ano passado e no futebol de 7 do Madureira.

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