João Pessoa 19/06/2018 20:27Hs

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MPRJ cobra apuração de responsabilidade por atos violentos em Flamengo x Independiente

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está cobrando uma apuração sobre os atos de violência cometidos na partida entre Flamengo e Independiente, na final da Copa Sul-Americana, no Maracanã, e na véspera da decisão. O Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) enviou DVDs com imagens das práticas ocorridas dentro do estádio e nos arredores, além dos problemas em um hotel na Barra da Tijuca, onde o time argentino estava concentrado.

“É necessária uma investigação profunda acerca dos fatos ocorridos para identificar e punir os criminosos que se travestem de torcedores para espalhar o caos, o medo e a desordem no seio social, de modo a restabelecer a paz pela qual nossa sociedade tanto anseia”, destacam os documentos dirigidos às delegacias policiais pelo MPRJ, requisitando a instauração de inquéritos policiais.

Torcedores do Flamengo vandalizaram no Maracanã e arredores do estádio
Torcedores do Flamengo vandalizaram no Maracanã e arredores do estádio Foto: Marcio Alves / O Globo

Além da promotoria de defesa do consumidor, as gravações nas imediações e dependências do Maracanã foram enviadas à 18ª Delegacia de Polícia do Maracanã, à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Já as imagens feitas no Hotel Hilton foram enviadas à 16ª DP, da Barra da Tijuca.

Flamengo vai arcar com prejuízos

O Flamengo aguarda o levantamento do prejuízo causado por torcedores nos setores e corredores do estádio na noite de quarta-feira. Houve quebra de cadeiras, roletas, portões, grades e vidros. O clube ainda vai se posicionar pelas cenas de violência no interior do estádio. A última partida da equipe no ano teve renda superior a R$ 6 milhões.

A barbárie no Maracanã começou muito antes de a bola rolar. Torcedores argentinos e brasileiros entraram em confronto nos arredores do estádio, deixando pessoas feridas. Muitos dos hermanos estavam sem ingresso e foram repelidos com bombas de efeito moral e spray de pimenta.

As entradas D, E e F, destinadas à torcida do Flamengo, foram invadidas. No meio do tumulto, pessoas foram pisoteadas.

Depois da partida, o cenário de guerra se repetiu. Diversos focos de tumulto espalhados pelo entorno do estádio foram controlados por agentes de segurança, que usaram bombas de efeito moral.

O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos registrou 13 ocorrências na final da Sul-Americana, todas contra integrantes de torcidas organizadas.

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