João Pessoa 20/08/2018 05:14Hs

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O adeus a Naná Vasconcelos

Percussionista foi enterrado no final da manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Santo Amaro

caixaonanaAo som de batuques de nações de Maracatu, Naná Vasconcelos é enterrado no Cemitério de Santo Amaro

Os aplausos ininterruptos anunciavam: é chegada a hora de dar adeus ao percussionista Juvenal de Holanda Vasconcelos, mais conhecido como Naná Vasconcelos, considerado um dos maiores músicos do mundo. Pernambucano, de 71 anos, foi pego de surpresa por um câncer de pulmão, descoberto em agosto do ano passado. Após lutar contra a doença, Naná faleceu na manhã dessa quarta-feira (9), em um hospital na Ilha do Leite.

O corpo do instrumentista foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) desde a tarde dessa quarta até a manhã desta quinta. Após o momento, seguiu em cortejo pelas ruas do Centro do Recife – rua da Aurora, Mário de Melo e rua 13 de Maio -, em uma viatura do Corpo de Bombeiros e acompanhado por Nações de Maracatu, até o Cemitério de Santo Amaro, onde foi recebido por outros grupos e fãs que queriam se despedir do músico.

No lugar de lágrimas, sorrisos. De suspiros, música. Ordens do Mestre que não queria choro e tristeza, mas sim uma cerimônia alegre, com batuques e homenagens. Seu pedido foi realizado. Mesmo após ser enterrado, por volta das 11h30, as músicas e homenagens continuaram aos olhos da esposa, Patrícia, da filha mais nova, Luz Morena, e do irmão Erasto Vasconcelos que acompanharam todos os momentos dos eventos fúnebres.

Familiares, amigos e fãs prestam últimas homenagens a NanáCrédito: Leo Motta/Folha de Pernambuco

HOMENAGENS

Durante o velório, o Grupo Voz Nagô, criado pelo percussionista, homenageou Naná. Além de artistas como, Claudionor Germano, o poeta Jomard Muniz de Brito, Maestro Spok e Maestro Forró que também acompanharam o velório e o cortejo para dar adeus ao artista.

Folha de Pernambuco