João Pessoa 23/07/2018 03:43Hs

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Polícia Civil faz operação na Baixada contra quadrilha que pratica sequestro-relâmpago

Vítimas eram atraídas através de falsos anúncios de compra e venda de veículos na Internet. Um morador de Jacarepaguá foi assassinado quando foi a Duque de Caxias, na Baixada, para "fechar uma compra"

Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) fazem ação que mira quadrilha que fazia sequestro-relâmpago após aliciar vítimas em falsos anúncios de venda de veículos – Divulgação

Rio – A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira, a operação Web em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na capital e em Três Rios, interior do estado, contra um quadrilha que praticava sequestro-relâmpago. As vítimas eram atraídas através de falsos anúncios de compra e venda de veículos na Internet feitos em sites . Ação, que também conta com o Ministério Público, visa cumprir 18 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Pelo menos 10 pessoas já foram presas.

A investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) teve início há três meses, após um homem, morador de Jacarepaguá, ter sido assassinado em Caxias, depois que saiu para comprar um veículo oferecido em um site de venda de veículos na Internet. Militares do Corpo de Bombeiros atuam com o uso de cães farejadores na ação de hoje com o objetivo de encontrar possíveis vítimas que tenham sido mortas pelos criminosos.

A quadrilha tinha ramificações. Uns aliciavam as vítimas através do site OLX, outros sequestravam, enquanto outros pegavam os cartões da vítimas e gastavam comprando carnes, produtos. Existe também um grupo responsável pelo desmonte de veículos roubados e a revenda de peças.

Buscas foram feitas no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio, onde os criminosos tinham receptadores que compravam peças de veículos, pertences subtraídos das vítimas e produtos comprados pelos criminosos com cartões de crédito das vítimas sequestradas.

Ainda segundo as investigações, os criminosos atuam também no tráfico de drogas, armas e receptação e adulteração de veículos roubados. Participam da ação 130 policiais das três Delegacias de Homicídio, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), 66ª DP (Piabetá) — onde começou a investigação — e 33ª DP (Realengo).