João Pessoa 24/04/2018 03:14Hs

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Sport analisa caminhos para alcançar Libertadores

Qual o mais fácil: conquistar via Brasileiro ou Sul-Americana? Folha analisa trajetórias do Leão

Cinco competições ao mesmo tempo em determinado momento desta temporada, uma conquistada (Campeonato Pernambucano), duas eliminações (Copas do Brasil e do Nordeste) e agora restaram apenas duas disputas: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. Restando praticamente quatro meses para o fim do calendário futebolístico de 2017, o Sport está bem vivo nas competições. Na árdua e longa corrida na Série A, o Leão ocupa a sexta colocação na tábua de classificação. Já no mata-mata continental, a equipe alcançou as oitavas de final, onde espera a Conmebol confirmar as datas dos confrontos contra a Ponte Preta. Como fator comum em ambas as pelejas está o objetivo: uma vaga na Libertadores da América do ano que vem, no que seria a terceira participação do Rubro-negro na história. E para alcançar essa sonhada meta, existe um caminho menos penoso? Financeiramente, qual dos dois é mais lucrativo? É preciso colocar um deles como prioridade? Em meio a tantos questionamentos que se passam na cabeça do torcedor leonino, vamos às respostas dos três questionamentos: sim, depende e não.

Na questão da competição que, teoricamente, seria a menos complicada de conseguir uma vaga para a Libertadores, a Sul-Americana possui um regulamento similar ao da Copa do Brasil, torneio que chegou a carregar o apelido informal de “caminho mais curto para a Libertadores” por muitos anos. Porém, essa alcunha surgiu quando o Campeonato Brasileiro cedia apenas duas vagas para o maior torneio da América do Sul. Assim, de fato a Copa do Brasil era o processo mais breve. Com o formato atual da Libertadores contando com praticamente o dobro de agremiações, a Série A concede seis vagas (quatro para a fase de grupos e duas para a Pré-Libertadores). Por isso, o Brasileiro parece o caminho mais palpável para o Leão alcançar o objetivo. Visto também que o clube nunca chegou nem perto de faturar uma competição continental, mas já ficou em sexto lugar na Série A nos pontos corridos, em 2015.

No quesito financeiro, tudo depende da posição que o Sport conseguirá terminar no Brasileiro. Deixando de lado as milionárias cotas de televisão, os leoninos poderiam faturar ainda R$ 17 milhões, premiação dada ao campeão brasileiro do ano passado. Caso termine na sexta colocação, a equipe iria faturar R$ 2,6 milhões, novamente baseado no que foi pago no ano passado. Caso fature a Sul-Americana, o Leão ainda embolsará cerca de R$ 9,4 milhões, juntando as premiações das quartas de final, semifinal e título. Isso sem contar com os cerca de R$ 3 milhões que o clube já faturou até agora, com as duas primeiras fases e a participação nas oitavas de final.

Por último, a velha polêmica sobre priorizar ou não priorizar, eis a questão. Não é preciso. São apenas duas competições, com semanas espaçadas em alguns momentos, o que acontece pela primeira vez na temporada leonina. Ou seja, no primeiro semestre tudo bem, mas atualmente não faria muito sentido menosprezar um torneio para dar mais ênfase a outro.

Folha de Pernambuco