João Pessoa 20/05/2018 19:38Hs

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Anísio diz que Nordeste tem que acabar com complexo de região subdesenvolvida

O deputado estadual Anísio Maia (PT) afirmou hoje em plenário que o Nordeste precisa acabar com o complexo de região subdesenvolvida. Ele afirmou que durante o trajeto percorrido pela Caravana da Seca, em todas as audiências ouviu poucas pessoas solicitando medidas efetivas. “Chamou-me a atenção na Caravana da Seca o complexo de inferioridade que as pessoas expressam em todas as reuniões. Na hora de discutir a seca, vimos poucas pessoas discutindo medidas profundas, que atacam o problema da seca de verdade. Vimos as pessoas solicitando migalhas. Até quando vamos continuar com este complexo de região subdesenvolvida?”, indagou.

O parlamentar explicou que a Paraíba vem passando por um retrocesso econômico e possui hoje um dos piores indicadores sociais do país, com o quarto menor índice de desenvolvimento humano do Brasil. “De 1970 a 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste passou de 11,9% para 13,5%. A situação da Paraíba é ainda pior. De 1960 a 1980 caímos de quarto maior PIB do Nordeste para o quarto menor. Hoje só ganhamos do Maranhão, do Piauí e de Alagoas. Entretanto, o que é pior é que os números destes estados vêm crescendo mais do que os da Paraíba. Obtivemos um crescimento de 27% da renda per capta de 2010 a 2012, já o Maranhão cresceu 46% e o Piauí 41% do PIB. Isto quer dizer que daqui a oito anos a renda per capta da Paraíba só será superior a de Alagoas, se estes índices se mantiverem”, afirmou.

Na ocasião, Anísio Maia pediu aos demais parlamentares urgência nas ações e relatórios da Caravana. ”Não podemos perder a oportunidade. E não podemos pedir migalhas ou fazer solicitações de pequena monta. Temos que cobrar a fatia que o Nordeste tem direito no Brasil. Se chegarmos junto à Presidenta Dilma para pedir algumas toneladas de ração ou alguns milhões em verba, ela vai pensar que a Paraíba pensa pequeno. Estamos neste retrocesso porque o nosso estado sempre pede e reivindica pouco. Parece que até nossas lideranças políticas estão acomodadas à nossa pobreza. Temos que cobrar nossa fatia justa, que virá com a consignação de um Fundo Constitucional Permanente de Combate aos Efeitos da Seca e Desertificação. Ele será capaz de suprir o Nordeste de verbas que não dependa do Governo Federal, mas esteja determinada no orçamento de forma permanente e em valor suficiente para combater verdadeiramente os efeitos da seca”, revelou.

Ascom