João Pessoa 17/08/2018 00:24Hs

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Aumento de gasolina não deve ser repassado para os soteropolitanos

Presidente do sindicato acredita que o repasse para os consumidores vai depender dos postos de combustíveis

A Petrobras divulgou nesta sexta-feira, 29, mais um reajuste. Dessa vez, a estatal elevou 1,7% e 1,1% nos valores da gasolina e do diesel, os reajustes se referem apenas para as refinarias. Mas o repasse do custo final para o consumidor vai depender dos postos de combustíveis, segundo José Augusto Melo Costa, presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia). “Esses valores tem sido repassados para todo o Brasil, mas a Bahia não vem oscilando tanto em comparação ao resto do país”, destaca.

“A refinaria recebe o reajuste, vende para as distribuidoras que passa para os postos e cabe aos empresários desses estabelecimentos decidirem o preço final”, explica o presidente do Sindicombustíveis.

Os valores médios da gasolina e diesel na capital baiana são de R$ 3,795 e R$ 3,166, enquanto a média nacional é de R$ 4,089 e R$ 3,324, respectivamente, de acordo com o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o presidente do Sindicombustíveis Bahia, os valores cobrados aos consumidores de Salvador não estão acompanhando a série de ajustes da Petrobras comparado a outras capitais do país. “Já tivemos lugares no Brasil que o litro da gasolina chegou a R$ 6,00 e a maioria batendo R$ 5,00”.

Em julho deste ano, a Petrobras adotou a estratégia de fazer reajustes no valor da gasolina. Os ajustes passaram a acontecer quase diariamente, observando cotações internacionais, valor do câmbio e a concorrência. Ao todo, já somam mais de 110 reajustes no valor do combustível repassado para as refinarias.

Quanto aos preços cobrados pelos postos e o posicionamento  do sindicato aqui em Salvador, o presidente conta que o Sindicombustíveis Bahia não tem como autuar nenhum estabelecimento em relação a isso, o sindicato só observa, acompanha e não pode interferir nos valores cobrados aos consumidores.

*Integrante da 12ª turma do Correio de Futuro, orientado pela chefe de reportagem Perla Ribeiro e pela editora Dóris Miranda

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