João Pessoa 17/08/2018 01:20Hs

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Bolsonaro assume a liderança nas pesquisas após condenação de Lula seguido Marina e Ciro Gomes

CAVALO PARAGUAIO Com Lula fora do páreo, Bolsonaro toma a dianteira, mas tem pernas curtas (Crédito:Mateus Bonomi)

Saem as primeiras pesquisas após a condenação em segunda instância que jogou por terra as chances de Lula e confirmam o que todos esperavam. Sem o ex-presidente no páreo, o deputado Jair Bolsonaro assumiu a ponta da disputa sucessória, à distância confortável de Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Luciano Huck e os demais pré-candidatos. Na opinião do sociólogo Antônio Lavareda, os números ainda são extremamente provisórios. “Marcam apenas o início da temporada de pesquisas”. Mesmo assim, os adversários de Bolsonaro devem se acautelar. “Erram os que pensam que ele vai perder espaço e ser desidratado porque o PSL, um partido pequeno, terá pouco tempo na TV e no rádio. Sua força está nas redes sociais. Ali, Bolsonaro tem forte intensidade de preferência.”

O Centro

Alguns afirmam que Bolsonaro bateu no seu teto. Pode ser, admite Lavareda. Mas tudo vai depender da atitude dos pré-candidatos do centro. Na visão do sociólogo, se houver um superfracionamento nesse campo, com vários concorrentes, Bolsonaro será beneficiado. É recomendável que o centro se aglutine em torno de um ou dois nomes. No máximo.

Espólio

Na raia dos partidos de esquerda, Lavareda continua a apontar o PT como a principal força. Ele acredita que, mesmo se for preso, Lula poderá criar fatos de grande repercussão. “Ele sabe mexer com as emoções de seu público. Pode, por exemplo, fazer uma greve de fome”. Com isso, atrairia votos para o candidato do PT, qualquer que seja ele.

Agora é vai ou racha

André Dusek

O presidente Temer decidiu que a Reforma da Previdência vai ser posta em votação no próximo dia 19 de qualquer maneira, tendo ou não tendo os 308 votos favoráveis devidamente contabilizados. Rodrigo Maia havia dito que só colocaria em votação se fosse para ganhar, mas Temer acha que se perder a culpa é do Congresso. E Maia teria culpa no cartório.

Rápidas

* O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, costuma afirmar que o excesso de medidas provisórias do Executivo atrapalha os trabalhos do Legislativo. Contudo, nos dois dias que exerceu a Presidência da República quando Michel Temer foi a Davos, Maia editou duas MPs.

* A PGR ofereceu denúncias contra o deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR), acusado de obter vantagens ilícitas e beneficiar suas empresas, causando prejuízo a credores. Numa das ações, pede bloqueio de R$ 341 milhões.

* Do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho, sobre as críticas do PT à Justiça: “Não existe perseguição ao ex-presidente Lula. Há um julgamento técnico e isento, com extrema garantia”.

* Após ser hostilizado em vôo comercial, o ministro Gilmar Mendes, que preside o TSE, requisitou um avião da FAB para ir de Cuiabá para São Paulo. A regalia termina no dia 14 de fevereiro, quando ele deixa o TSE.

Retrato falado

“Queriam que ela estivesse de burca? Na praia a gente anda assim mesmo” (Crédito:Igo Estrela)

O ministro da Secretaria de Governo, Carlus Marun, saiu em defesa da deputada Cristiane Brasil, que gravou um vídeo em um barco para criticar as ações trabalhistas que têm impedido sua posse no Ministério do Trabalho. O vídeo repercutiu mal nas redes sociais, mas, para Marun, a reação foi “superdimensionada”, pois a deputada “não estava roubando”. Segundo ele, a questão não é o biquíni de Cristiane, mas, sim, a interferência da Justiça na decisão do presidente Temer.

Arrocho fiscal

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Ernest Young indica que a redução do imposto de renda para empresas nos EUA e na Argentina vai prejudicar diretamente o Brasil. Hoje, em todo o mundo, apenas 30 países cobram alíquota de IR de pessoa jurídica acima de 30%. Aqui, o setor privado paga 34%, enquanto a média mundial é de 22,96%. Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o Brasil está se isolando e corre o risco de impedir o avanço de suas empresas para o exterior. “As empresas transnacionais brasileiras são as que mais exportam e mais inovam. Essa alta tributação é um desestímulo”, afirma ele.

Neta de Arraes

Carlos Ezequiel Vannoni

Mesmo com Lula à beira da prisão, o PT faz planos para a eleição de 7 de outubro e lançou a vereadora Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, para o governo de Pernambuco. Aos 33 anos, Marília apareceu com 14,5% na primeira pesquisa, em empate técnico com o governador Paulo Câmara (15%) e atrás apenas do senador Armando Monteiro, com 20,5%.

Outsider

No Rio de Janeiro, dava-se como certo que o candidato ao Palácio Guanabara seria o ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá, presidente do diretório estadual do PT. Ele já estava em ritmo de pré-campanha, mas ficará fora da disputa. O partido preferiu lançar o ex-chanceler Celso Amorim, na tendência de buscar nomes de fora da política.

Toma lá dá cá

Divulgação

 

Ricardo Tripoli, deputado federal (PSDB-SP)

Como o senhor avalia a disputa para o governo de São Paulo?

São Paulo colhe os frutos do trabalho sério e responsável do governador Geraldo Alckmin. Não temos desequilíbrio fiscal, os números da segurança pública são consistentes e há melhoria geral nos indicadores sociais. O bom trabalho tem que continuar.

De que forma?

Elegendo João Doria. Não vejo ninguém em melhores condições do que ele para dar continuidade ao legado do governador Geraldo Alckmin. Além de competente e honesto, é trabalhador. E tem apoio da maioria do partido para disputar o governo do Estado.

Alckmin admitiu a possibilidade de o PSDB abrir mão da cabeça de chapa para o vice-governador, Márcio França, em troca de uma aliança a nível nacional com o PSB. Isso é possível?

Não há hipótese. E a razão é simples. Mário Covas pegou o estado no buraco e hoje, depois de anos de administrações sérias e responsáveis, São Paulo reconhece o trabalho do PSDB. Faz 24 anos que o povo paulista não quer saber de outro partido cuidando de seus interesses.

Raquel Dodge não faz acordos

Marcelo Camargo

Para evitar o desgaste de seu antecessor, Rodrigo Janot, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, adotou critérios mais rígidos nas delações premiadas. Desde que tomou posse, em setembro de 2017, não firmou nenhum acordo. A última proposta rejeitada pela PGR foi a do empresário Eike Batista.

Istoé