João Pessoa 26/05/2018 21:45Hs

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Chegou a hora da Black Friday!

Antes de correr e sair comprando, confira as dicas para garantir o melhor preço e fazer compras seguras

RIO – Está chegando a hora de mais uma edição da Black Friday, considerada hoje, no Brasil, uma das principais datas para o varejo e, principalmente, para o comércio eletrônico. Originária dos Estados Unidos, a previsão por aqui é de 15% de aumento nas vendas, o que representa um pulo de R$ 1,9 bilhão, em 2016, para R$ 2,2 bilhões este ano, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net)
Muitos consumidores aproveitam as ofertas para adquirir os últimos lançamentos em samrtphones e TVS ou para trocar aquele eletrodoméstico antigo, além, é claro, de antecipar as compras dos presentes de Natal. Apesar dos descontos atraentes e de ofertas como a possibilidade de receber parte do dinheiro de volta, nas compras feitas pelo sistema cashback, é preciso estar atento para não ser vítima de fraudes eletrônicas e pesquisar muito para ter certeza de que está realizando a melhor compra.

Nas lojas físicas, como é um dia de grande movimento, é possível que os vendedores realizem um atendimento mais ligeiro. No entanto, o consumidor deve ter paciência ao checar bem o produto.

– Peça para abrir a caixa, teste se o produto está funcionando adequadamente ou em perfeito estado e pergunte sobre as regras para troca – aconselha o advogado Paulo Simões, do escritório Basile Advogado, especialista em defesa do consumidor.

Nessas últimas horas antes do ‘start’ da megaliquidação, confira cinco dicas para garantir não só a segurança de seus dados como a compra pelo melhor preço

1. De olho nos preços

Black Friday – Marcia Folletto / Agência O Globo

Ter uma ideia do preço do produto que se pretende comprar é fundamental para fazer boas aquisições na Black Friday. Mas, para quem não teve tempo de pesquisar as ofertas dos produtos que pretende adquirir, ainda dá tempo! Sites e ferramentas de comparação de preços e aplicativos oferecem gráficos com a evolução dos preços dos produtos para que se possa avaliar o desconto oferecido.

O Procon-SP orienta que, ao fazer o levantamento, o consumidor deve imprimir a tela com o valor de compra do produto, o link, o nome da empresa, a data e a hora. Vale guardar também folhetos com as promoções. Na hora de fazer a pesquisa, uma boa estratégia é o consumidor usar as janelas anônimas na internet, que cobrem os rastros do usuário enquanto ele navega. Assim, explica o diretor de comunicação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Gerson Rolim, evitam-se os mecanismos usados por alguns sites que, ao identificarem o interesse do consumidor por determinados itens, elevam os preços nas buscas feitas por esse usuário.

2. Cuidado com os golpes

Nas compras on-line, segurança é item fundamental – Arte O Globo

Segurança é um item fundamental para quem pretende fazer compras on-line nesta Black Friday. Nesta época de megapromoções, os golpes digitais aumentam, já que os golpistas se aproveitam do aumento das transações para ludibriar consumidores e se apossar de dados pessoais, como senhas e dados de cartão de crédito.

Gustavo Mata, gerente de Infraestrutura de Tecnologia da Informação da Mongeral Aegon, aconselha que, antes de comprar on-line, verifique se o site da loja informa endereço, telefone fixo, e-mail ou filial física e informações de contato. As páginas com conexão segura, geralmente, são iniciadas por “https” (abreviação de Hyper Text Transfer Protocol Secure) e têm um ícone de cadeado, que deve estar ativo. Ao clicar no cadeado, observe se a informação do certificado corresponde ao endereço na barra de navegação do computador. Também veja se ao final de cada página existe a informação da empresa certificadora, como Certising, Verising e Comodo.

Observe ainda informações como razão social e CNPJ, e confirme esses dados no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Se a situação do CNPJ estiver “baixada”, “cancelada” ou “inativa”, desista da compra. As lojas com os selos Black Friday Legal 2017 e Clique e-Valide já passaram por essa checagem.

Nesta época é normal o aumento de e-mails com um golpe chamado ‘phishing’. Esta é uma técnica para roubar informações pessoais, como senhas e dados bancários. Geralmente, estas pessoas mal-intencionadas enviam e-mails com identidade visual semelhante à de grandes empresas. A dica é simples: cuidado ao clicar em links recebidos por correio eletrônico. Evite acessar esse conteúdo.

E lembre-se: preços muito abaixo da média do mercado são indícios de fraude. Nunca clique no link de uma promoção que lhe foi enviado: vá direto ao site oficial da empresa.

3. O produto acabou. E agora?

Compras on-line – Brent Lewin / Bloomberg

Na Black Friday, além do preço, a disponibilidade do produto tem igual valor. Advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Christian Printes explica que, durante a promoção, se o consumidor não conseguir concluir a compra por falta de estoque, a loja deve deixar de oferecer o item no site, se não fica caracterizado descumprimento da oferta, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC). O mesmo se aplica ao cancelamento da compra sem aviso prévio. Neste caso, o consumidor pode exigir a entrega do produto, receber outro item equivalente ou aceitar o cancelamento com a devolução do valor pago (art. 35 do CDC).

4. Dinheiro de volta

. – Divulgação

Se o consumidor for aproveitar, nesta Black Friday, os programas de cashback — em que, ao comprar um produto, o consumidor é reembolsado com um percentual do valor total pago — precisa ter alguns cuidados antes da adesão. Especialistas em defesa do consumidor alertam que os principais pontos que devem ser observados são: valor da anuidade, percentual de retorno, mínimo a ser gasto para ter direito ao “reembolso” e prazo para pagamento. Todos esses detalhes devem constar do contrato para que se possa exigir o cumprimento da oferta, destaca Ione Amorim, do Idec. Ela recomenda ainda que o consumidor pesquise a reputação da empresa e verificar se há queixas antes de aderir ao programa.

5. Verifique o frete

Pesquisa do Cuponomia, site que reúne ofertas e cupons de desconto para compras no e-commerce, mostra que 21% dos consumidores acreditam que promoções de frete grátis seriam a melhor opção para o maior aproveitamento da Black Friday. Mas nem sempre é isso que acontece. Um artificio usado pelas empresas para mascarar a movimentação fraudulenta de preços é adotar valores do frete e de entrega acima daqueles praticados rotineiramente. O frete mais caro encarece o preço final. Vice-presidente da Proteste – Associação de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci ressalta que o consumidor precisar tomar muito cuidado porque, nessa época do ano, apesar de os produtos serem muito mais baratos, existe o risco de ter um valor inflacionado de frete.

– Vale a pena conferir com atenção. Como, às vezes, um mesmo fornecedor tem alternativas de frete, o comprador pode pesquisar para saber qual a empresa com melhor preço e negociar, principalmente em distâncias curtas – aconselha.

Caso não consiga reduzir o preço, o consumidor tem que rever se vale a pena ou não a compra, aconselha Maria Inês:

– Se o produto está barato, mas o frete vai sair muito caro, deve fazer a conta e, ao final, decidir se vale ou não manter a compra daquele determinado produto.

O Globo