João Pessoa 28/05/2018 05:16Hs

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Com bursite, sargento não presta continência ao oficial e é preso, diz promotor

Sargento Di Sousa, segundo o promotor Marinho Mendes, está preso há cerca de 40 dias, em uma cela do batalhão

sargento presoO promotor de Justiça da Paraíba e conselheiro estadual dos Direitos Humanos, Marinho Mendes, usou sua consta na rede social ‘Facebook’ para denunciar a prisão do sargento Di Sousa, acusado de não prestar continência a um tenente do 3º Batalhão de Bombeiros Militar de Guarabira, no Brejo do estado. Di Sousa, segundo Mendes, está preso há cerca de 40 dias, em uma cela do batalhão.

De acordo a nota divulgada pelo promotor, o fato que levou a detenção ocorreu quando o tenente estava no batalhão e em determinado momento questionou o sargento por não haver feito o cumprimento obrigatório quando da presença do superior hierárquico. Houve uma discussão e o sargento recebeu voz de prisão. “Um tenente deu voz de prisão ao sargento, pasmem, pelo simples fato de que estando ele com fortes dores diagnosticadas como bursite não levantou o seu braço direito e prestou a continência ao oficial”, falou o promotor.

Segundo o coronel Antônio Guerra, corregedor do Corpo de Bombeiros da Paraíba, o mandado de prisão preventiva do sargento foi decretado pela Justiça Militar após julgar como ‘grave’ a desobediência do bombeiro.

“O caso foi um pouco diferente do que está sendo noticiado. O sargento, segundo o comando dos Bombeiros de Guarabira, teria desrespeitado o tenente por não cumprir uma ordem para executar um trabalho. Logo em seguida, o sargento teria chamado o tenente para briga após não prestar continência. Nesse caso, fere o código de disciplina militar”, explicou o coronel.