João Pessoa 27/05/2018 08:03Hs

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Deputado acusa governo do estado de tentar travar e perseguir obras em Campina Grande

bruno c. lima perseguiçãoSubi à tribuna na manhã de hoje para denunciar mais uma perseguição que está sendo cometida contra Campina.

O Governo de Estado tenta travar obras da Prefeitura de Campina Grande com propósito político. O exemplo mais recente é a revitalização da Praça da Bandeira, no centro da cidade, paralisada por embargo imposto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.

O IPHAEP, que foi tão célere para embargar, aposta na lerdeza na hora de apontar soluções, em detrimento da restauração de um equipamento, que Campina almeja há décadas.

Faço questão de ressaltar a diferença de tratamento (e agilidade) entre as ações do IPHAEP ao paralisar as obras da praça e as respostas do Governo às demandas urgentes de Campina. Quando é para atrapalhar, o Estado é pródigo, rápido e ágil, mas para atender a realidade da população, a resposta do Governo se arrasta, basta lembrar que o Estado não adota esse ritmo acelerado para atacar a onda de violência em curso em Campina, não se mobiliza para apoiar a UEPB (que, inclusive, está fechando nosso principal museu por falta de recursos) e nem para resolver o problema de desabastecimento d’água.

Boqueirão está com apenas 11 por cento de sua capacidade e estamos cada vez mais perto de um colapso que vai atingir a cidade inteira, enquanto o Governo insiste em dizer que Campina tem água até janeiro de 2017, como se já não vivêssemos em um racionamento que atinge 05 dos 07 dias da semana.

O problema é que não é de hoje que o Estado, através da IPHAEP, interfere negativamente na cidade. Além das obras da Praça da Bandeira, vale lembrar o projeto de revitalização do Cine Capitólio, que já havia cumprido todos os ritos processuais do IPHAEP quando a Prefeitura foi surpreendida com mais uma dificuldade imposta pelo órgão. E não me venham falar em problema técnico, porque conheço o projeto do Capitólio e a técnica adotada para o reparo seria a justaposição, usada em várias cidades do mundo, inclusive São Paulo e Berlim.

Vêm as proibições, que seguem sem explicação e, muito menos, orientação para os ajustes que julgarem necessários.

Os sucessivos impasses causam prejuízos a Campina Grande que vão além da interrupção da obra. Na verdade, afugentaram, no caso do Capitólio, os investidores que iriam, em parceria com a Prefeitura, construir cinemas, bibliotecas e uma série de outros equipamentos que enriqueceriam a cena histórica e cultural campinense.

 Bruno Cunha Lima