João Pessoa 21/07/2018 23:11Hs

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Ex-diretor da Petrobras Renato Duque é preso no Rio na 10ª fase da Operação Lava-Jato

Prisão faz parte de nova ação da Polícia Federal, que cumpre 18 mandados de prisão preventiva e foi batizada de “Que país é esse?”

renato duque presoRIO, SÃO PAULO E BRASÍLIA- Voltou a ser preso na manhã desta segunda-feira o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque. A prisão faz parte da 10ª fase da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que cumpre 18 mandados e foi batizada de “Que país é esse?”. A ação conta com 40 policiais no Rio e São Paulo. Também serão cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. Os crimes investigados nesta etapa são associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação. Duque foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca, e não ofereceu resistência. O empresário paulista Adir Assad, ligado à construtora Delta e investigado na CPI do Cachoeira, também foi preso. As prisões de Duque e Assad são preventivas, e os detidos serão levados para o Paraná. Entre outros presos está o filho do empresário Mário Góes, também investigado na operação.

Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal apresenta às 15h a primeira denúncia contra Duque. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia está baseada nos depoimentos do delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços. Ele admitiu à força-tarefa que recebeu propina em 87 obras da Petrobras para ele, Duque e para o PT. Barusco disse que as empreiteiras pagaram de R$ 150 a 200 milhões ao partido.

Adir Assad é acusado de participar do desvio de recursos da empreiteira Delta, de Fernando Cavendish, recebeu R$ 1 bilhão de 134 empresas entre 2006 e 2013, a maioria do ramo da construção. Assad controlaria uma série de empresas de engenharia e de terraplanagem de fachada para recolher o dinheiro que, supostamente, seria distribuído em propinas para funcionários públicos e caixa dois de partidos e políticos. Segundo reportagem da revista “Veja”, Assad ficaria com 10% dessa arrecadação.

O Globo