João Pessoa 21/07/2018 12:06Hs

Início » Destaque » Falsificador de cartões colhia dados por bluetooth na Paraíba, diz polícia

Falsificador de cartões colhia dados por bluetooth na Paraíba, diz polícia

Crimes aconteciam em bares e restaurantes de luxo de Campina Grande. Ele ainda foi autuado por corrupção por oferecer R$ 200 mil a delegado.

FALSÁRIOO homem que foi preso na sexta-feira (6) suspeito de falsificar cartões de crédito em Campina Grande usava a tecnologia bluetooth para colher os dados dos cartões. A informação foi passada pelo delegado adjunto da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DRF), Cristiano Santana. Os crimes aconteciam em bares e restaurantes de luxo da cidade.

“Ele recebia esse sistema pronto de hackers e subornava funcionários dos estabelecimentos comerciais de alto padrão para que trocassem a máquina legítima pela adulterada. Diferentemente daqueles equipamentos conhecidos por ‘chupa-cabras’, cujos utilizadores precisam fazer a retirada desses equipamentos pessoalmente, o sistema utilizado por ele tem ainda mais tecnologia, pois a maquineta adulterada e com todas as informações, inclusive senhas, recolhidas por bluetooth, são recolhidas pelo próprio funcionário que realizou a troca do equipamento”, explicou o delegado.

O suspeito, de 31 anos, era um dos mais procurados do Brasil e agia em vários estados, de acordo com a Polícia Civil. A prisão aconteceu no bairro do Catolé por cumprimento de mandado de prisão preventiva durante a operação ‘Boy Play’, que foi realizada na sexta-feira (6), mas ele só foi apresentado nesta segunda-feira (9).

No momento em que foi preso, o suspeito se apresentou com um nome falso, mas já tinha sido identificado pela Polícia Civil. Na casa dele, foram apreendidos 30 cartões, celulares, chips, máquinas de adulteração de cartões e jóias. Além do mandado de prisão que foi cumprido, a Polícia Civil ainda lavrou procedimento de flagrante contra ele pelo material apreendido na residência. Ele ainda vai responder pelo crime de suborno contra o delegado titular da DRF, Danilo Orengo, por oferecer à autoridade policial R$ 200 mil para não realizar a prisão. O suspeito foi autuado por furto mediante fraude, falsa identidade e corrupção ativa.

De acordo com o delegado Danilo Orengo, a Polícia Civil chegou ao suspeito depois de um mês de investigações. “Ele e o irmão foram presos no Rio de Janeiro pelo mesmo crime de falsificação e adulteração de cartões de crédito há um ano e ele estava cumprindo pena no regime semi-aberto quando não mais voltou ao Sistema Prisional e veio para a Paraíba, especificamente a Campina Grande. O seu comportamento aqui chamou a atenção da polícia judiciária, pela ostentação e gastos praticados por ele e a investigação foi iniciada há um mês”, explicou, acrescentando que “Boy Play” é o nome como o homem que foi preso era conhecido na organização.

Orengo ainda afirmou que, na Paraíba, ele continuou a aplicar o mesmo golpe, colhendo informações de cartões de crédito em bares e restaurantes de luxo e as utilizando para fins ilícitos. O motivo da escolha da cidade de Campina Grande para atuação teria acontecido pelo fato da mulher dele ser natural de Fagundes.

G1-PB