João Pessoa 20/06/2018 05:29Hs

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Flamengo vence clássico Fla-Flu emocionante em Brasília

fla vence fluJogadores comemoram o gol de Willian Arão, o primeiro do Flamengo na vitória sobre o Fluminense

O primeiro Fla-Flu na história do Campeonato Carioca disputado fora do Rio foi emocionante, com três gols, chuva, chances de lado a lado e três expulsões. Ao fim dos 90 minutos, o Flamengo saiu vitorioso por 2 a 1 em Brasília, gols de Willian Arão e Guerrero, com Gustavo Scarpa descontando. Pouco mais de 32 mil torcedores estiveram no estádio Mané Garrincha, no maior público do Carioca até aqui.

O jogo começou com equilíbrio, e os dois times tentando pressionar a saída de bola rival. O Fluminense já havia tido uma boa chance em chute de Scarpa defendido por Paulo Victor quando o Flamengo abriu o placar. Em cobrança de escanteio com efeito de Mancuello, não havia um defensor tricolor no primeiro pau, Cavalieri bateu roupa e Willian Arão anotou 1 a 0, aos 13 minutos.

A partir daí, a partida entrou numa dinâmica amplamente favorável ao Flamengo, que por pouco não chegou ao intervalo vencendo por mais. Em várias vezes em que tinha a bola, o rubro-negro tinha superioridade numérica no meio-campo, e soube aproveitar graças às boas atuações de seus meio-campistas. A explicação pode estar no desafio para o técnico Eduardo Baptista de armar o time tricolor com Diego Souza e Fred juntos, dois jogadores que não participam ativamente da marcação, enquanto a equipe rubro-negra se fechava normalmente com nove atrás da linha da bola — só Guerrero fica desobrigado.
Cuéllar e Rodinei atentos na marcação a Diego Souza no Fla-Flu – Michel Filho / Agência O Globo
Os melhores momentos de Diego Souza sob o comando de Bapista — no Sport, em 2015, e na semana passada contra o Cruzeiro —foram jogando como “falso 9”, livre para descansar quando o time perdia a bola, assim como joga Fred. Como, nos dois lados, os pontas ficavam presos aos duelos individuais com os laterais (Wellington Silva x Sheik, Léo Pelé x Cirino, Rodinei x Marcos Júnior e Jorge x Scarpa), o Flamengo predominava no meio (Cuéllar, Willian Arão e Manucello se sobrepunham a Pierre e Cícero). Isto ajuda a entender a boa atuação do volante colombiano Cuéllar, que deu a velocidade na saída de bola para o Flamengo transformar em chances de gol os espaços que o Fluminense dava.

Com boa movimentação e troca de passes, o rubro-negro teve chances de marcar com Rodinei, Cirino, Sheik e Guerrero, e na maioria das vezes Cavalieri apareceu bem.

Expulsões mudam o jogo

No intervalo, Baptista tentou corrigir o problema lançando o volante Douglas. O escolhido para sair foi o lateral Léo Pelé, que já tinha cartão e estava sofrendo com os avanços de Rodinei e Cirino pelo seu setor, o melhor caminho para o Flamengo.

Antes de ser possível ver se a mudança resolveria o problema no meio-campo, ficou claro que o da lateral não resolveu. Logo aos dois minutos, Rodinei e Cirino investiram sobre Scarpa, o camisa 2 rubro-negro deu bom cruzamento e Guerrero superou Henrique pelo alto para marcar em bonita cabeçada: 2 a 0.

O jogo mudou cinco minutos depois, com a expulsão de Marcos Júnior e Cuéllar após pequena confusão generalizada depois de uma falta do rubro-negro no tricolor. Pelas imagens, restou claro que quem empurrou Cuéllar no bolo foi Pierre, e não Marcos Júnior, e a impressão de que dois cartões amarelos seriam suficientes.

Poucos minutos após as expulsões, o jogo ficou ainda mais atípico por causa da forte chuva que caiu sobre o Mané Garrincha. Muricy fortaleceu um pouco a marcação rubro-negra com Márcio Araújo no lugar de Mancuello, e o time se fechava em duas linhas de quatro jogadores atrás de Guerrero.

O Fluminense sofria com a pouca mobilidade na segunda etapa. Sem o rápido Marcos Júnior, com Scarpa na lateral, Cícero mais adiantado, e dois volantes (Pierre e Douglas) sem grande criatividade na saída de bola, tarefa dificultada pela pouca movimentação de Diego Souza e Fred, o tricolor não achava espaços.

Novamente Baptista viu o problema e mexeu. Pôs Gérson e Osvaldo nas vagas dos já cansados Cícero e Diego Souza, e o time tricolor passou a ter mais posse de bola e chegar ao ataque. Do outro lado, Muricy demorou a reagir diante de um Flamengo que pusera o pé no freio e assistia ao jogo.

Pronto para entrar no lugar de Sheik, Éverton viu da lateral do campo Scarpa cobrar falta com categoria, vencer Paulo Victor e descontar para o Fluminense. O gol deu emoção ao fim do jogo mas a vitória ficou com o Fla.
Willian Arão comemora gol do Flamengo sobre o Fluminense em Brasília – Jorge William / Agência O Globo
Fluminense 1 x 2 Flamengo

Fluminense: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Henrique, Renato Chaves e Léo Pelé (Douglas); Pierre, Cícero (Gerson), Diego Souza (Osvaldo) e Gustavo Scarpa; Marcos Júnior e Fred.

Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, César Martins e Jorge; Cuéllar; Willian Arão e Mancuello (Márcio Araújo); Cirino (Gabriel), Guerrero e Emerson (Everton).

Gols: 1T. Willian Arão 13m; 2T. Guerrero 2m, Gustavo Scarpa 36m.

Cartões amarelos: Léo Pelé, Douglas, Renato Chaves, Jorge, Rodinei, Guerrero e Everton.

Cartões vermelhos: Marcos Júnior,Cuéllar e Wallace.

Juiz: Bruno Arleu de Araújo.

Público pagante: 32.024 torcedores.

Renda: R$ 2.388.360,00.

Local: Mané Garrincha.

O Globo