João Pessoa 15/07/2018 20:45Hs

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Hollande culpa Estado Islâmico por ‘ato de guerra’ após ataques em Paris

FRANCE-SHOOTING_PARIS — Um dia depois dos atentados em Paris que deixaram ao menos 127 mortos, o presidente da França, François Hollande, classificou neste sábado os ataques como um “ato de guerra” cometido pelo Estado Islâmico a partir do exterior e decretou três dias de luto nacional. Logo em seguida, os jihadistas reivindicaram a responsabilidade pelo massacre em um comunicado no qual afirma que seus combatentes munidos de explosivos e metralhadores espalharam o terror em vários locais na capital francesa que foram cuidadosamente estudados. Segundo os extremistas, os atos terroristas foram em resposta a insultou ao profeta Maomé e aos bombardeios franceses contra alvos do grupo.

— O que ocorreu ontem foi um ato de guerra cometido pelo Daesh (acrônimo árabe do EI), organizado a partir do exterior e com ajuda interna — declarou Hollande, que também decretou três dias de luto nacional. — Mesmo ferida, a França vai se reerguer.

Os ataques coordenados em um estádio, sala de concertos e cafés e restaurantes no Norte e Leste Paris foram o tema de uma reunião entre Hollande com um conselho de Defesa, da qual participaram os principais ministros do governo, enquanto o país segue em estado de emergência com as fronteiras fechadas. Depois do encontro, o presidente pediu união nacional e declarou que todas as medidas necessárias serão tomadas para combater as ameaças terroristas.

— Todas as medidas para proteger os nossos compatriotas e nosso território estão sendo tomadas no âmbito do estado de emergência — disse ele.

Mais cedo, pelo Twitter, o EI divulgou um vídeo ameaçando atacar a França se o país continuar com os bombardeios contra alvos extremistas. No entanto, não ficou claro quando o filme foi gravado.

— Enquanto vocês continuarem bombardeando, não viverão em paz — diz o vídeo.

Paris se viu diante de um intenso ataque terrorista coordenado na sexta-feira, deixando 127 mortos, além de cerca de 180 feridos, 80 em estado grave. Ao menos 88 reféns foram mortos durante um show de rock no teatro Bataclan. Cerca de 40 pessoas morreram vítimas de homens armados que abriram fogo em outros cinco pontos da capital francesa. Ocorreram três explosões do lado de fora do Stade de France, onde a seleção de futebol do país jogava um amistoso contra a Alemanha. Cinco pessoas morreram no entorno do estádio, disse a polícia. A França abriu alerta vermelho. Ao menos dois brasileiros ficaram feridos nos ataques, informou a Embaixada.

Segundo informações da cônsul-geral do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis, um casal de brasileiros ficou ferido enquanto jantava em um restaurante. O homem estava em estado grave e foi submetido a uma cirurgia. Segundo a cônsul, ele perdeu muito sangue e teve de fazer uma transfusão. A mulher sofreu ferimentos leves.

Oito terroristas morreram nos ataques, sete deles ao detonarem explosivos. Três homens detonaram explosivos que carregavam, matando-se perto do Stade de France; outros três homens-bomba teriam se explodido no teatro Bataclan, e um quarto foi morto durante o ataque da polícia ao local; outro homem-bomba teria detonado explosivos próximo ao Boulevard Voltaire.

O Globo