João Pessoa 25/05/2018 22:44Hs

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Idoso morre por falta de atendimento médico, e genro armado atenta contra funcionários e médicos em hospital de Santa Rita.

revolvãoUm idoso morreu quando que necessitava de assistência médica com urgência, neste fim de tarde de domingo (8), após ás 17hs, não foi atendido na emergência da maternidade e hospital Flávio Ribeiro, em consequência da “UTI” está sem funcionamento por falta de pagamento a três meses, e em seguida foi transportado para Unidade de pronto atendimento- UPA, os qual não resistiu aos procedimentos e chegou a óbito

Entenda o caso:

O pronto atendimento de urgência e emergência não funciona à noite em virtude da falta do repasse que o prefeito Reginaldo Pereira não faz há três meses ao hospital, e sem funcionamento durante o período noturno.

Durante a semana a Câmara Municipal de Santa Rita aprovou uma subvenção para que a prefeitura de Santa Rita repasse a verba para efetuar o pagamento dos profissionais da “UTI” e retornassem ao funcionamento da emergência algo que não chegou a acontecer devido o repasse que a prefeitura deixou de repassar nos últimos três meses e apenas foi repassado segundo informações um mês, os quais os profissionais médicos resolveram permanecer paralisados até receber seus salários integralmente.

Esta já é a segunda vez que o serviço é paralisado desde a volta do edil ao poder, no município. No próximo dia 18, serão três meses do espetáculo deprimente ao que temos sido testemunhas.

Após Óbito

Pois bem. Acompanhando um idoso que passava mal com um quadro típico de pré-infarto, um homem, ainda não identificado, chegou a bater boca com as recepcionistas. Sem atendimento, ele aceitou levar o doente embora, mas jurou a todos que ali estavam.

Minutos depois o homem chegou armado e ameaçando a todos no hospital. Após bater boca com o segurança, o homem disparou um tiro no pátio do hospital, que, felizmente, não atingiu ninguém.

Além de privar o povo do acesso básico à Saúde, garantido constitucionalmente na Carta Magna do país, o prefeito ainda seria responsabilizado pelas possíveis mortes que viessem ocorrer desse episódio aterrorizante e lamentável. Seu genro esteve no hospital e garantiu que haverá retaliações.

Os funcionários do Flávio Ribeiro temem, desde já, por suas vidas já que nada podem fazer diante da falta de compreensão de alguns cidadãos em torno da situação e pela falta de sensibilidade do prefeito em resolver causa tão séria e grave.

O prefeito Reginaldo Pereira precisa rever seus conceitos e elencar suas prioridades para o município, o que não está ocorrendo de modo algum, haja vista, que no período eleitoral segundo ele o prefeito em pesquisa realizada a maior prioridade e reivindicação seria saúde e já se passaram dois anos e dois meses de mandato nada aconteceu na cidade e as pessoas vem passando por verdadeiras privações, inclusive perdendo a vida.

O prefeito além de não conseguir dialogar com a população por conta da inoperância de sua claque e pelo alto grau de descrédito, típico do gestor, não priorizar a vida do ser humano expõe a cidade à mortalidade numa escala ainda não vista nesta cidade.

Para entender o caso: Santa Rita tem o seu sistema de Saúde pactuado, ou seja, o município é o gestor da verba repassada pelo Ministério da Saúde para atender à população da cidade.

Em contra-partida, dentre outras coisas, a prefeitura tem a obrigação de oferecer o pronto atendimento de urgência e emergência à população.

Ou através de hospital municipal próprio da edilidade ou de algum outro hospital ao qual a prefeitura repasse o valor referente, vindo do MS, e faça com que o serviço chegue ao povo.

No caso de Santa Rita, o hospital ao qual a PMSR paga para que a urgência/emergência funcione é o Flávio Ribeiro Coutinho, o que não tem acontecido e gerado todos os problemas aos quais temos sido testemunhas diuturnamente na cidade.

 

Manno Costa com Lamartine do Vale