João Pessoa 22/05/2018 02:06Hs

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Mais de 40% das crianças brasileiras estão nas redes sociais

Muitas criam perfis burlando as regras dos serviços. Saiba quais os cuidados que pais devem ter com a atividade on-line de seus filhos

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O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou nesta terça-feira dados da primeira pesquisa Kids Online Brasil, cujo objetivo é analisar o comportamento das crianças brasileiras na internet. Foram entrevistadas 1.580 crianças e adolescentes: entre aqueles com idades entre 9 e 11 anos, o índice de adesão às redes sociais é de 42%; na faixa dos 11 a 16 anos, a taxa sobe para 70%. Desse último grupo, 23% já fizeram novos contatos on-line e 25% chegaram a encontrar os amigos virtuais pessoalmente.

Visitar uma rede social já é a segunda atividade infanto-juvenil mais comum na rede, depois de fazer trabalho escolar, de acordo com a pesquisa do CGI. Assistir a vídeos no YouTube, jogar on-line e postar fotos na internet aparecem, respectivamente, em terceiro, quarto e quinto lugares.

A atividade on-line dessas crianças e adolescentes preocupa os pais. Ainda mais porque parte delas burla as regras de uso das redes sociais, mentindo a idade mínima (13 anos) para criar perfis nos serviços.

Segundo Juliana Cunha, psicóloga e coordenadora do Helpline, projeto da Safernet em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, os dados do CGI comprovam o crescimento da presença de crianças nas redes sociais. “Teoricamente, essas crianças não poderiam estar cadastradas, mas sabemos que a realidade é diferente”, diz Juliana. De acordo com a psicóloga, é imprescindível que os pais acompanhem as atividades on-line de seus filhos. “Não se trata de proibição. Os pais precisam, antes de tudo, frequentar os mesmos ambientes on-line, afinal as crianças são muito vulneráveis.”

O estudo do CGI foi realizado em parceria com a London School of Economics (LSE), que conduz levantamentos similares na Europa.

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