João Pessoa 21/04/2018 07:46Hs

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Mandante de assassinato de radialista pode ser um parlamentar; polícia já tem pistas

O assassinato do radialista Ivanildo Viana, que começou a ser destrinchado nesta terça-feira (29) com a prisão de acusados da execução a sangue frio, está mais próximo da sua elucidação.

O radialista Fabiano Gomes, no programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta quarta-feira (30), em acesso aos bastidores do caso, informou que a polícia já tem pistas do mandante do crime, mas que ainda não será divulgado porque isso poderia atrapalhar as investigações.

Além disso, a especulação é que a ordem partiu de um parlamentar, um “figurão da política”. Outra informação é que pode haver não apenas um mandante, mas uma ‘pirâmide’, conforme pistas deixadas na coletiva da Polícia Civil da Paraíba, nesta terça.

A coletiva, a Polícia Civil da Paraíba começou a responder o mistério que envolve a morte do radialista Ivanildo Viana, da 100.5 FM, de Santa Rita, há dois anos e meio numa emboscada na BR-230. E em entrevista ao Sistema Arapuan o delegado do Núcleo de Homicídios de Santa Rita, Carlos Othon, explicou como funcionava o modus operandi do grupo acusado.

Ouça:

Entre os apontados como participantes do homicídio do radialista estão os ex-policiais militares Arnóbio Gomes Fernandes, Erivaldo Batista Dias, Olinaldo Vitorino Marques; além dos suspeitos de execução Eliomar de Brito Coutinho, conhecido como Má; Francisco das Chagas Araújo de Farias, conhecido como Cariri; Valmir Ferreira da Costa, conhecido como Cobra; e Célio Martins Pereira Filho, conhecido como Pé.

Na coletiva de imprensa, o delegado do Núcleo de Homicídios de Santa Rita, Carlos Othon, informou que Arnóbio, também ex-político de Bayeux, teria sido o responsável por entrar em contato com os outros suspeitos para contratar os assassinos.

O caso se arrastava sem evolução e nem prisão dos culpados. Agora, já há formalmente um grupo de acusados da fria execução, alguns dos quais já estão em cárcere por outros crimes.

Os prováveis executores foram apresentados. Duas perguntas, no entanto, ainda carecem de respostas que a Polícia ainda não tem. Ou prefere guardar, por enquanto.

Quem contactou e contratou os pistoleiros para a encomenda cruel de dar cabo à vida do radialista? E qual motivação levou alguém a pagar R$ 75 mil para se livrar de Ivanildo Viana?

O que o comunicador sabia de tão precioso ao ponto do silêncio de sua voz valer quantia tão considerável e investimento razoável?

São interrogações no ar que a imprensa, a opinião pública e a família da vítima merecem saber. A elucidação completa do crime depende destas respostas.

Redação com Heron Cid