João Pessoa 24/06/2018 01:09Hs

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Médico lamento fechamento de hospital em Santa Rita: “Todo dia perdemos mais”, disse.

Após esclarecimento da prefeitura de Santa Rita sob fechamento de hospital Flávio Ribeiro, nesta quarta-feira (8), O médico Dr. Emerson concedeu entrevista a reportagem do portal ‘Paraíba Urgente’ em defesa da instituição e lamentou ontem que a Prefeitura de Santa Rita tenha causado o fechamento dos serviços de urgência e emergência do Hospital maternidade Flávio Ribeiro Coutinho, acrescentando que os usuários do SUS no Município não têm mais pra onde correr e a quem apelar.

” A cada dia perdemos um pouco e sempre perdemos mais”, insistiu o médico. “Santa Rita é um dos municípios de maior potencial no Estado e não merece tanto sofrimento e tanto descaso em seu sistema de Saúde. A Prefeitura sequer discutiu uma questão tão grave quanto o fechamento do Hospital”, declarou o médico Dr. Emerso.

Conforme o médico o hospital Flávio Ribeiro Coutinho deixou de atender a usuários do SUS na última terça-feira porque a Prefeitura não tem repassado para a instituição os recursos do SUS, contrariando um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta assinado pelo Município com o Ministério Público Federal. “Sem o hospital, atendimento de urgência para o santarritense só em João Pessoa e se ele tiver carro, porque o Município também não tem ambulâncias”, acrescentou Dr. Emerson Panta.

De acordo ainda diante do “DESCASO ANTIGO” Segundo o médico, o fechamento desses serviços essenciais do Hospital deve levar a população a uma reflexao. “É um descaso continuado. Primeiro fecharam o Hospital Infantil, demolindo até o prédio. Depois fecharam postos de saúde. Em seguida, os postos ainda abertos ficaram sem remédios, por mais simples e baratos que fossem. Depois ficaram sem médicos, porque a Prefeitura não os contratava ou não pagava”, historia Dr. Emerson Panta.

” A cada dia as pessoas de Santa Rita estão mais desassistidas. Eu mesmo não aguentou mais assinar atestados de óbitos de pessoas que morrem por falta de medicamentos simples ou de assistência elementar”, desabafou. Dr Emerson Panta conclui com a observação de que “não adianta mudar apenas pessoas, se não mudarem também as práticas administrativas que tem levado o caos em nossa cidade, enfatizou.

Contudo, Dr. Emerson Panta revelou que os gestores investirem em algo desnecessário que não seja tão relevante ou importante a saúde e “Enquanto a Prefeitura tiver uma frota de carros locados e não tiver ambulância, vai ficar tudo na mesma, porque o atendimento de saúde não será prioridade”, observou.

Por fim, “com muita revolta o cidadão e médico a gente tem de expressar nossa indignação com esse estado de coisas. Essas mortes evitáveis não são apenas números a registrar, são vidas a lamentar. Nenhum médico, nenhum cidadão pode se conformar com isso”, finalizou.

Lamartine do Vale.