João Pessoa 26/04/2018 03:38Hs

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Pai de Diogo Nascimento questiona acusado: ‘Perguntei a ele se não se arrepende’

“Eu não posso fazer nada por ele, mas Deus vai cobrar dele. Perder um filho como eu perdi, cheio de sonhos...”, afirmou

O pai do agente de trânsito Diogo Nascimento voltou a se mostrar indignado por ver solto o acusado de matar o filho dele. Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva participou nessa terça-feira (15) da audiência de instrução que ouviu peritos e o dono do restaurante onde ele esteve antes do atropelamento.

“Uma tornozeleira nele ninguém bota”, questionou. “Perguntei a ele se ele não se arrepende; ele não respondeu nada; os advogados ‘encostaram’”, disse Damião de Sousa.

“Eu não posso fazer nada por ele, mas Deus vai cobrar dele. Perder um filho como eu perdi, cheio de sonhos…”, afirmou.

Na audiência dessa terça, que ocorreu no 2º Tribunal do Júri em João Pessoa, os peritos escreveram depoimentos sobre o caso, enquanto Rodolpho Carlos permaneceu em silêncio. O dono do restaurante onde estava o réu antes do atropelamento também foi ouvido, mas o teor dos depoimentos não foi divulgado.

Diogo Nascimento morreu atropelado na madrugada de 21 de janeiro quando trabalhava em uma operação da Lei Seca no Bessa, em João Pessoa. O acusado de atropelá-lo, Rodolpho Carlos, desobedeceu à ordem de parada e avançou um Porsche sobre o agente. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, mas morreu no dia seguinte.

Rodolpho Carlos não foi preso no mesmo dia do caso. Só depois de alguns dias, chegou a ser levado ao presídio PB-2, que faz parte do Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, em João Pessoa, mas foi solto e segue em liberdade após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) ter concedido habeas corpus.

Na época, o advogado de Rodolpho Carlos, José Ideltônio, explicou a decisão. “Ele vai ser liberado e vai haver imposição de medias cautelares, que foi o que foi requerido pela defesa desde o primeiro instante, como o recolhimento da CNH e do passaporte, proibição de frequentar bares e restaurantes, proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial”, afirmou o advogado.

Portal Correio