João Pessoa 26/05/2018 06:30Hs

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Plenário da Câmara de Bayeux julga nesta sexta-feira processo de cassação de Berg

O empresário sustentou que o dinheiro que entregou a Berg foi pagamento de propina e não de empréstimos, como alega a defesa de Berg

O prefeito afastado afirma ter sido vítima de armação (Foto: Reprodução/assessoria)

O plenário da Câmara Municipal de Bayeux decide às 8h30 desta sexta-feira (29) sobre o processo de cassação do prefeito afastado Berg Lima. A Comissão Processante da Câmara Municipal de Bayeux decidiu, ontem (27), pelo arquivamento do processo de cassação de Berg Lima. A decisão final caberá aos vereadores em plenário.

Na Comissão, os vereadores Francineide Souza (Podemos), relatora, e Jefferson Kita (PSB), presidente da Comissão Processante, decidiram pela inocência de Berg, entendendo que a principal prova contra o gestor municipal, que era o depoimento do empresário José Paulino de Assis, foi controversa. A Vereadora Dedeta (PSD) votou contra o arquivamento do processo.

O empresário sustentou que o dinheiro que entregou a Berg foi pagamento de propina e não de empréstimos, como alega a defesa de Berg. O momento do pagamento da suposta propina foi filmado em vídeo pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Civil. O prefeito afastado afirma ter sido vítima de armação. Já o empresário nega ter concedido qualquer empréstimo a Berg Lima ou a seus auxiliares.

O presidente da Comissão Processante, vereador Jefferson Kita, contudo, vê falhas e inconsistências nas provas contra Berg, principalmente no depoimento do empresário. O vereador entendeu que o empresário mentiu à comissão ao dizer que nunca pediu empréstimo a auxiliares do prefeito, mas que foram produzidas provas de áudios e conversas de Whatsapp, em que uma testemunha teria falado de um empréstimo que teria sido pago com cheque.

“Uma série de fatores que foram dando subsídios à comissão para não condenar uma pessoa, na dúvida”, disse Kita, destacando a importância da ampla defesa no processo.

Ele disse, ainda, que Berg está sendo julgado na Câmara por quebra de decoro, já que o crime supostamente praticado por ele está sendo julgado pela Justiça. Segundo ele, a comissão se prestou a trabalhar de forma técnica, e não de forma política.

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