João Pessoa 28/05/2018 09:58Hs

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Retomada do investimento no Brasil já começou, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a retomada do investimento já começou no país, após o indicador registrar a pior retração em mais de três anos no terceiro trimestre, prejudicando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período.

— A recaída da crise internacional que se deu em 2011 e 2012 prejudicou o ritmo dos investimentos neste ano, mas a retomada já começou — afirmou Mantega em discurso de premiação na noite da segunda-feira em São Paulo.

— Qualquer economista iniciado sabe que, em períodos de crise importantes, o investimento é o primeiro a se retrair e o último a voltar, depois que o consumo e a indústria reaceleram — completou.

O ministro comparou ainda este ano a 2009, quando o investimento só foi retomado no último trimestre. Mantega afirmou também que, desde que assumiu a pasta da Fazenda, em 2006, não faltaram investimentos até 2011.

— Nosso PIB cresceu em média 4,2% ao ano (de 2006) até 2011, uma das maiores médias de nossa história — disse. — E foi o investimento que puxou o crescimento nesse período, com uma expansão de 9,5 por cento ao ano em média, mais do que o dobro do crescimento do PIB.

Entre julho e setembro deste ano, a formação bruta de capital fixo, uma medida de investimentos, caiu 2%, registrando a queda trimestral mais forte desde o primeiro trimestre de 2009, quando despencou 11,9% por conta do auge da crise internacional.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, com o anúncio do crescimento de 0,6% do PIB no período em relação ao trimestre anterior.

Mantega citou ainda a redução do desemprego e o aumento da renda no país, com consequente diminuição da desigualdade, como indicadores positivos de que o Brasil está se tornando “um grande país de classe média”.

— A verdade é que a população brasileira conhece mais a crise pelos veículos de comunicação do que pelo seu dia a dia — disse. — Finalmente o crescimento econômico tem sido colocado a serviço da sociedade.

Mantega destacou também a redução dos juros, a desvalorização do real, que “reposiciona o Brasil na guerra cambial”, a desoneração de impostos, a futura redução das contas de energia e os projetos de infraestrutura como fatores de uma “revolução silenciosa”, que permitirão atingir um crescimento maior por um longo período.

— Naturalmente a crise da zona do euro e os problemas da economia norte-americana estão retardando os avanços da economia brasileira (…) O ano de 2012 foi difícil, começou com desaceleração da economia, mas termina com ela acelerando rumo a um outro ciclo de forte expansão e dinamismo — concluiu.

O Globo