João Pessoa 25/06/2018 11:41Hs

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Ricardo Coutinho deve receber nesta semana primeiro relatório da Câmara de Conciliação

Comissão criada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) deve apresentar nesta semana, o primeiro relatório da Câmara de Conciliação, criada para reavaliar contratos e licitações em curso, para reduzir em pelo menos 15% os valores das dívidas do Estado

ricardocoutinho-câmara conciliaçãoO governador Ricardo Coutinho (PSB) deve receber nesta semana, o primeiro relatório da Câmara de Conciliação, criada com o objetivo de reavaliar contratos, valores devidos a fornecedores e licitações em curso, para reduzir em pelo menos 15% os valores das dívidas do Estado. Acusado por parte da oposição de estar dando “calote” nos fornecedores, o socialista afirmou que só pararam de criticá-lo por esta medida após verem que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) e o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também adotaram a mesma medida.

“O pessoal está trabalhando, estou esperando o primeiro relatório. Estão levantando os maiores contratos naturalmente e repito, você pode ter diminuição na quantidade ou no preço. Não sei por quê alguns criticaram, porque na verdade isso deveria era ser aplaudido. E só deixaram de criticar quando viram que o prefeito de João Pessoa fez a mesma coisa no ano passado e outros também deixaram de criticar quando um dia depois do meu ato, o governador de São Paulo fez a mesma coisa que a gente fez aqui”, disse,

De acordo com Ricardo Coutinho, a medida é necessária de ser adotada por todos os gestores diante da crise econômica. Para ele, todo gestor precisa ter este cuidado com o dinheiro público. “O que estamos fazendo é proteger cada vez mais na medida do possível o dinheiro público e para isso a gente corta onde pode e investe onde precisa ser investido mais a ideia da Câmara não é minha, existe em todo canto e é normal que assim seja”, declarou.

Apesar disso, Ricardo assegura que recursos em áreas essenciais não estão garantidos. “O que todo mundo está fazendo é cortar onde pode cortar. Isso toda família está fazendo. Quando você tem uma receita que cai, a despesa tem que se adequar a isso porque se não a conta não fecha, não bate. Mas tem coisas que eu não posso negociar, tem coisas que tenho que manter. Mantenho a folha, o funcionamento de hospitais, as escolas, isso aí pelo contrário, estamos é ampliando, estamos dando respostas positivas”, afirmou.

A Câmara está reavaliando inicialmente as licitações, contratos e dívidas com valores superiores a R$ 300 mil, em um prazo de 30 dias, desde o dia 19 de janeiro. Em seguida, serão analisadas as licitações com valores menores. De acordo com o ato de criação, a Câmara pode sugerir a revogação de compromissos em vigor, tendo como premissa o interesse público direcionado à contenção e redução de despesas, mediante acordo entre as partes. A Câmara é composta por um representante da Controladoria Geral do Estado, da Secretaria de Estado da Administração, da Chefia de Gabinete, e da Secretaria de Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças.

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