João Pessoa 25/06/2018 18:14Hs

Início » Destaque » Ricardo: PMDB não quis aliança e obrigou PSB a lançar pré-candidatura em JP e CG

Ricardo: PMDB não quis aliança e obrigou PSB a lançar pré-candidatura em JP e CG

Governador não poupou críticas às gestões de Cartaxo e Romero. Disse que a Capital está um patamar bem abaixo do que poderia é que Campina paralisou no tempo

psb ricardo encontroO governador Ricardo Coutinho (PSB) reconheceu que a falta de aliança com o PMDB em João Pessoa interferiu na decisão do seu partido, em Campina Grande, que decidiu na noite dessa sexta-feira (19) lançar a pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Adriano Galdino, para prefeito. Ele abriu o encontro estadual de pré-candidatos do PSB, realizado no auditório do Hotel Tambaú, em João Pessoa, na manhã deste sábado (20).

Ricardo disse que não foi só em João Pessoa, mas em vários municípios não houve vontade do PMDB em formalizar as composições. “Basta mapear os municípios da Paraíba. É só mapear”, disse.

Em entrevista coletiva, antes de seguir para o auditório, Ricardo atacou as gestões de João Pessoa, do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), e de Campina Grande, do prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Ele considerou que as duas cidades pararam no tempo e não avançaram em nada com essas administrações.

Ricardo disse que o PSB está lançando mais de 150 candidatos a prefeito. “Em alguns municípios apoiamos quem nos apoia. Em outros, isso não foi possível. A construção de um campo pressupõe sensibilidade política, pressupõe companheirismo, pressupõe convergência. Entendemos que temos uma longa caminhada pela frente, porque a Paraíba precisa continuar mudando, fundamentalmente nos municípios”, disse.

Ricardo falou com jornalistas antes do encontroFoto: Ricardo falou com jornalistas antes do encontro
Créditos: Hermes de Luna/Portal CorreioNa avaliação do governador, João Pessoa está num patamar bem abaixo das gestões de outras capitais. “Eu que já tive a honra de governar a Capital do estado, sei qual o patamar dela hoje. É um patamar muito abaixo daquilo que ela pode, daquilo que a população necessita e quer para se preparar para a casa de um milhão de habitantes”, afirmou.

Ricardo considerou que Campina Grande “é uma cidade paralisada no tempo, que vive em função de uma oligarquia”, numa referência direta à família Cunha Lima. “Uma cidade moldada para os interesses de um único grupo, que há mais de 20 anos mantém sua interferência direta e que precisa ser oxigenada com qualidade e conteúdo”, comentou.