João Pessoa 23/07/2018 17:35Hs

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Atividade econômica no Brasil registrou alta de 0,5% no trimestre

O Paraná consolidou sua liderança na exportação de frango no País com mais um recorde nos embarques em 2015. Foram 1,481 milhão de toneladas exportadas, volume 15,17% maior do que em 2014, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O Paraná representou 34% das exportações brasileiras, que somaram 4,304 milhões de toneladas no ano passado.
Impulsionada pelos investimentos das cooperativas agropecuárias, pela integração com o produtor e o bom resultado na exportação, a avicultura paranaense cresce mesmo com a economia nacional encolhendo. “A avicultura paranaense atingiu um forte grau de especialização, com a conquista de mercados exigentes e ainda tem espaço para expansão no Estado”, diz Francisco Carlos Simioni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O setor respondeu por 20% das exportações do agronegócio do Paraná em 2015, de acordo com levantamento realizado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Os principais mercados da carne de frango foram Arábia Saudita (22%), União Europeia (13%), China (11%), Japão (9%) e Emirados Árabes (9%).
A cadeia paranaense da avicultura abate cerca de 1,8 bilhão de aves por ano e gera 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos no Estado. Ao todo são 36 frigoríficos, a maioria na região Oeste, com uma produção de 3,6 milhões de toneladas, de acordo com o Deral.
RECEITA – As exportações de carne de frango somaram US$ 2,37 bilhões no ano passado, com uma variação de 0,10% em relação a 2014. O crescimento menor em faturamento, apesar do aumento do volume, ocorreu porque houve, em média, uma queda de 13% no preço do frango comercializado no Exterior, explica a economista Tania Moreira, do departamento técnico e econômico da Faep.
A queda dos preços em dólar, no entanto, foi compensada pela desv

A atividade econômica do país registrada pelo IBC-Br, considerando o conjunto das cinco regiões, subiu 0,5% na margem, no trimestre encerrado em maio, na série dessazonalizada. A informação é do Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado na sexta-feira, em Porto Alegre. De acordo com o documento, “a evolução dos principais indicadores de atividade econômica persiste compatível com o processo de estabilização da economia brasileira no curto prazo e com as perspectivas de sua recuperação gradual no médio prazo.

” O BC pontuou ainda que o aumento recente da incerteza quanto ao ritmo de implementação das reformas e dos ajustes na economia “impactou negativamente, mas de forma moderada, os índices de confiança dos agentes econômicos”. Para o Banco Central, “os dados disponíveis mostram tendência de recuperação da economia em todas as regiões do país, impulsionada, principalmente, pelo bom desempenho do setor agrícola e das vendas do comércio”. Por outro lado, o BC destaca o nível elevado de ociosidade dos fatores de produção e a existência de resultados setoriais divergentes, “que caracterizam processos de transição”.

A atividade econômica da região Sudeste cresceu 0,2% nos três meses encerrados em maio ante o trimestre imediatamente anterior. Segundo o relatório, os números reforçam cenário de acomodação da economia da região no acumulado do ano, com perspectivas de recuperação gradual nos próximos trimestres. O desempenho próximo de zero, segundo a instituição, é explicado pela influência de fatores negativos e positivos no período. De um lado, o consumo recuou no trimestre até maio, em meio a uma “interrupção da trajetória de melhora consistente e gradual dos indicadores de confiança dos agentes”.

Do outro, ressalta o BC, houve melhora nos indicadores de mercado de trabalho e crédito. O relatório destacou ainda que a produção industrial da região Sudeste teve queda de 0,3% nos três meses encerrados em maio, após ter sustentado trajetória de expansão desde janeiro. Segundo o mesmo boletim do BC, a atividade econômica da região Sul avançou 0,4% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 2,8%. De acordo com o BC, “a evolução recente da economia do Sul foi favorecida, na margem, pelo desempenho da produção agrícola, que repercutiu a apropriação das safras de verão”.

Também contribuiu para o desempenho mais um resultado positivo do volume de vendas do comércio, que, “evidenciando o impacto das melhores condições de crédito e do aumento real da massa de rendimentos, aumentou 5,3% no trimestre encerrado em maio, após alta de 4,1% no finalizado em fevereiro”. O BC informou ainda que, “pelo lado da oferta, a produção industrial vem apresentando flutuações na margem e, nesse contexto, recuou 1,0% no trimestre finalizado em maio, após crescer 3,4% no trimestre até fevereiro”.

Os números citados pelo BC estão livres da influência sazonal e têm como base a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE. A atividade econômica da região Nordeste subiu 2,8% no trimestre encerrado em maio ante os três meses concluídos em fevereiro. Segundo a instituição, o crescimento foi impulsionado pela produção agrícola e vendas no varejo.

O BC deu ênfase maior à recuperação expressiva da safra agrícola, que deverá crescer 91% em 2017, segundo de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho do IBGE, com destaque para o aumento na colheita de soja. Quanto ao varejo, o BC explicou no relatório que os resultados foram impulsionados pelos desembolsos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo aumento moderado do crédito às famílias e pela evolução benigna do salário real.

O BC ressaltou ainda que a indústria da região registrou estabilidade no trimestre encerrado em maio, com aumentos na fabricação de veículos, reboques e carrocerias e bebidas; e recuos nas atividades de metalurgia e têxtil. No mesmo boletim do Banco Central, consta que a atividade econômica da região Norte subiu 0,9% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 0,6%. De acordo com o BC, destacaram-se na região os efeitos positivos da safra agrícola favorável e da continuidade da tendência de recuperação das vendas no varejo, com desdobramentos benéficos sobre a confiança dos agentes econômicos.

Conforme o BC, as vendas do comércio ampliado no Norte cresceram 2,7% no trimestre finalizado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, e o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 2,8 pontos, para 76,6 pontos, no segundo trimestre. “Por outro lado, ocorreram retrações nas atividades industrial – a produção da indústria recuou, na margem, 4,0% no trimestre finalizado em maio – e no setor de serviços, bem como desaquecimento no mercado de trabalho”, pontuou o BC.

A atividade econômica da região Centro-Oeste avançou 0,3% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia subido 1,1%, conforme informação do Boletim Regional do Banco Central. No documento, o BC informou que, “apesar de mostrar-se menos vigorosa do que no período encerrado em fevereiro, a evolução da economia da região ratifica a perspectiva de estabilização da atividade após dois anos de declínio”.

De acordo com o BC, “em cenário de relativa estabilidade das vendas do comércio e da produção industrial, o movimento de recuperação, ainda que modesta, da economia da região foi sustentado pelo desempenho da construção civil e da agricultura, com destaque para as colheitas de soja e milho”.

Diário Comercial