João Pessoa 25/06/2018 14:02Hs

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Cinco setores da indústria mostram reação

De 25 segmentos avaliados, alimentos, bebidas não-alcoólicas, remédios, madeira e papel e celulose aumentaram sua produção de janeiro a abril, diz consultoria

setores reagemProdução da indústria de papel e celulose cresceu 18% entre fevereiro e abril na comparação com o mesmo período do ano passado e foi uma das que mostraram alguma reação, segundo o levantamento.

Depois de um longo período de queda generalizada, alguns setores da indústria de transformação começaram a mostrar crescimento da produção. Um levantamento feito pela consultoria MacroSector, com base em dados do IBGE, mostra que, no trimestre entre fevereiro e abril, cinco de 25 setores tiveram alguma reação positiva.

“O cenário mudou um pouco, houve um suspiro”, diz o sócio-diretor da consultoria, Fabio Silveira. Entre fevereiro e abril, a produção da indústria de transformação caiu 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. É uma queda menos acentuada do que a registrada no trimestre anterior.

Entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, a produção industrial tinha caído quase 13% em bases anuais. “Estamos falando de 25 setores, e cinco mostram alguma reação positiva. Quatro meses atrás os 25 estavam afundando”, diz Silveira.

Entre os setores que tiveram alguma reação no último trimestre, o estudo aponta a produção de alimentos, que cresceu 4% entre fevereiro e abril na comparação anual; de novembro a janeiro, houve queda de 1%. O economista atribui o aumento ao avanço das exportações, puxadas pelos segmentos de carnes e de óleos e gorduras.

 

Além dos alimentos, a produção de bebidas não-alcoólicas cresceu 5% entre fevereiro e abril. Papel e celulose e remédios, com taxas de expansão de 18% e de 5% no último trimestre, respectivamente, engrossam a lista dos setores que exibem resultados positivos. O quinto setor é o de produtos de madeira que não inclui móveis.

Apesar da reação, o economista pondera que não se trata ainda de uma recuperação segura e sustentável. Na sua avaliação, a recuperação da economia será lenta e demorada.

(Com Estadão Conteúdo)