João Pessoa 27/05/2018 05:04Hs

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Economia chinesa cresce um pouco mais que o esperado no segundo trimestre

PIB da China avançou 7% entre abril e junho. Produção industrial registrou aumento de 6,8%

pib da ChinaTrabalhadores em montadora em Qingdao, na China – STR / AFP

PEQUIM – O crescimento econômico da China se manteve estável em 7% entre abril e junho, apesar de um enfraquecimento nas vendas no varejo e no investimento no país. Contrariando as expectativas, o percentual foi um pouco superior ao previsto por analistas, o que mostra que a atividade está reagindo às mudanças na política econômica, incluindo cortes nas taxas de juros e concessão de mais prazo no pagamento de dívidas a governos locais.

O Produto Interno Bruto chinês era estimado em 6,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período no ano anterior. De acordo com a Agência Nacional de Estatística da China, o PIB aumentou 1,7%, em relação ao primeiro trimestre do ano, comparado com a revisão da alta de 1,4% para março.

“A economia tem ficado dentro da faixa adequada, e os principais indicadores estão tendo um desempenho estável”, disse a agência em um comunicado.

O gigante asiático registrou em 2014 um crescimento de 7,4%, o pior resultado em quase 25 anos. Pequim estabeleceu como menta para 2015 um avanço de 7% aproximadamente.

O investimento de ativos da renda fixa registrou alta de 11,4% no primeiro semestre de 2015, segundo a agência, superando as estimativas de uma pesquisa realizada pela Reuters. Já produção industrial chinesa aumentou 6,8%. Já o comércio varejista aumentou 10,6% em ritmo anual, durante o primeiro semestre.

O Partido Comunista da China tenta guiar o país para um crescimento mais lento e sustentável, no entanto a forte queda nos últimos anos tem criado o temor de uma onda de desemprego.

Julian Evans-Pritchard, economista da China, da Capital Economics, escreveu em relatório nesta quarta-feira que havia “boas razões para pensar que os números mais recentes estão mostrando uma verdadeira estabilização das condições.”

Também na Ásia, o banco central do Japão deixou inalterada a política monetária e manteve em grande parte suas projeções otimistas sobre a inflação nesta quarta-feira, mesmo que a fraqueza das exportações e dos gastos das famílias o tenha forçado a cortar sua projeção de crescimento econômico.

Na revisão trimestral de suas estimativas de longo prazo, o BC reduziu a previsão de crescimento para o ano que termina em março de 2016 para 1,7% ante expansão de 2% projetada em abril.

Como esperado, o BC reiterou sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (US$ 648 bilhões) por meio de compras de títulos do governo e ativos de risco.

O Globo