João Pessoa 27/05/2018 17:38Hs

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Governo da Alemanha descarta nova ajuda financeira à Grécia

Apesar do tom pouco amistoso, porta-voz da chanceler alemã afirmou que o país segue aberto ao diálogo e que não deseja a Grécia fora da zona do euro

porta voz do governo alemãoO porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert(Michael Sohn/AP)

O governo da Alemanha afirmou nesta segunda-feira que não há mais condições de negociar um novo pacote de ajuda financeira com a Grécia após a vitória do “não” no referendo deste domingo. “O governo federal segue disposto ao diálogo”, mas “diante da decisão de ontem dos cidadãos gregos, não há condições para negociações sobre um novo programa de ajuda”, afirmou o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, Steffen Seibert.

Segundo o porta-voz, o governo alemão “toma nota do claro ‘não’ expressado e respeita este resultado”, mas entende que o resultado da votação significou “uma rejeição ao princípio que guiou as ajudas aos países (europeus em dificuldades), o princípio segundo o qual a solidariedade e os esforços são indissociáveis”.

O porta-voz do ministério alemão das Finanças, Martin Jager, considerou ainda que “não há motivo” para negociar uma reestruturação da enorme dívida pública da Grécia, que está em quase 180% de seu PIB. “Não é um tema para nós. Não há razão para nos lançarmos outra vez nesta discussão”, disse Jager.

Apesar do tom pouco amistoso, o governo alemão afirmou que não deseja empurrar a Grécia para fora da zona do euro. “A Grécia é membro da zona do euro, cabe à Grécia e ao seu governo fazer o necessário para permanecer nela”, afirmou o porta-voz da chanceler Angela Merkel.

Em relação à renúncia do ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, considerado como um gesto de Atenas em direção aos seus credores – com os quais o ministro mantinha tensas relações -, Seibert se limitou a dizer que o que conta neste momento “são as posições, e não as pessoas”.

A chanceler Merkel ainda deve se reunir na noite desta segunda-feira com o presidente francês, em Paris, para “analisarem juntos as consequências do referendo” e “organizar juntos as próximas etapas”, segundo Seibert.

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