João Pessoa 22/05/2018 15:29Hs

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Hollande diz que confia nas instituições brasileiras para superar crise

holande_e_serraO presidente francês François Hollande falou sobre a crise do Brasil durante a abertura da Semana da América LatinaREUTERS/Bertrand Guay

Na abertura da Semana da América Latina organizada anualmente pelo governo francês, o presidente François Hollande disse que “confia nas instituições e no povo brasileiro para superar as dificuldades, respeitando as leis”.

Diante do público, formado entre outros pelo chanceler José Serra e o embaixador do Brasil Paulo Cesar de Oliveira Campos, o presidente francês também classificou a situação da Venezuela como “muito preocupante”. “Nós estamos juntos para desempenhar, na medida do possível, nosso papel para apaziguar um certo número de tensões e conflitos na América Latina”, disse Hollande, reiterando apoiar as negociações de paz na Colômbia.

“As situações continuam tensas, em especial na Venezuela. Em nome da amizade que une os nossos países, a França encoraja os atores políticos a um acordo pelo diálogo para saída da crise. Da mesma forma, sobre o Brasil, a França confia nas instituições e no povo brasileiro para superar as dificuldades, respeitando a lei”.

Em entrevista à imprensa brasileira, o ministro José Serra negou, depois do evento, que o presidente francês tenha comparado a situação nos dois países: “Ele disse que confia nas instituições democráticas brasileiras, mas não disse o mesmo sobre a Venezuela”, afirmou o chanceler.

Transição política

Coube ao embaixador brasileiro Paulo Cesar de Oliveira Campos fazer o discurso de abertura do evento, representando os países da América Latina. Ele fez uma referência “en passant” ao momento político do país: “O Brasil, que passa por um momento de transição política na normalidade constitucional, vai receber os Jogos Olímpicos”, afirmou Campos, falando em francês.

O tão aguardado acordo entre Mercosul e União Europeia não recebeu nenhuma palavra de otimismo do presidente francês, que disse esperar que as negociações evoluam, mas sempre ouvindo as reivindicações dos agricultores franceses – justamente o ponto que impede hoje a conclusão do acordo.

RFI