João Pessoa 20/08/2018 05:11Hs

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Juro bancário para pessoa física bate recorde em novembro

Taxa média ficou em 44,2% no mês passado, a maior da série histórica do BC, de março de 2011. Avanço acontece em momento de aperto monetário

Inadimplência estava congelada em 5,0% desde julho (Bruno Domingos/Reuters/VEJA)

A taxa média de juros no segmento de pessoa física com recursos livres (excluindo BNDES, rural e habitacional) ficou em 44,2%, a maior da série histórica do Banco Central (BC), de março de 2011. O número representa um aumento de 0,2 ponto porcentual em relação a outubro, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pelo BC. O avanço dos juros das instituições financeiras acontece em um momento em que a taxa básica da economia (Selic) atinge 11,75%, maior nível desde agosto de 2011.

No segmento de recursos livres, a taxa média de juros fechou novembro em 33%, superior aos 32,9% em outubro. No crédito total, os juros médios ficaram em 21,3% em no mês passado, estáveis frente a outubro.economia juros pessoa fisica sobe

Inadimplência – A taxa de inadimplência no crédito livre ficou em 4,9% em novembro ante 5,0% de outubro. As taxas estavam congeladas em 5,0% desde julho, de modo que o dado de outubro foi revisado para cima (antes estava em 4,8%). A inadimplência para pessoas físicas ficou em 6,5% em novembro. Já a inadimplência para pessoas jurídicas caiu de 3,6% para 3,5% em novembro. A inadimplência do crédito direcionado se manteve em 1,0%. O dado que considera crédito livre mais direcionado seguiu em 3,0% pelo terceiro mês consecutivo.

No cheque especial, a inadimplência subiu de 10,7% para 11,1%. Na aquisição de veículos, o volume de calotes caiu de 4,2% para 4,0%. É a menor taxa do ano, que começou em 5,2% em janeiro e foi recuando paulatinamente mês a mês. No cartão de crédito, houve alta de 26,3% para 28,0% na mesma base de comparação. Trata-se também da maior taxa do ano, que começou em 24,5% no primeiro mês do ano e foi subindo gradativamente. A maior taxa vista até o momento foi em janeiro do ano passado, de 27,9%.

Crédito e spread – O crescimento do mercado de crédito brasileiro acelerou no mês passado, em meio ao novo ciclo de aperto monetário, ao mesmo tempo em que o spread bancário recuou sobre outubro. Segundo o BC, o estoque total de crédito no Brasil subiu 1,3% em novembro ante outubro, chegando a 2,963 trilhões de reais, ou 58% do Produto Interno Bruto (PIB). O movimento foi o segundo mais intenso do ano, perdendo apenas para a alta mensal de 1,35% vista em setembro.

Em novembro, o spread bancário – diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao tomador final – recuou a 21,2 pontos percentuais no segmento de recursos livres, sobre 21,4 pontos percentuais vistos em outubro. No crédito total, incluindo os recursos direcionados, o spread médio ficou em 12,6 pontos percentuais, abaixo dos 12,8 pontos percentuais vistos em outubro.

(Com Estadão Conteúdo)