João Pessoa 27/05/2018 15:36Hs

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Lucro líquido do Bradesco chega a R$ 4,810 bilhões no trimestre

O Bradesco fechou na quarta-feira a temporada de balanços dos grandes bancos privados ao anunciar lucro líquido ajustado de R$ 4,810 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,462 bilhões. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, de R$ 4,704 bilhões, foi identificada alta de 2,3%. Os resultados no terceiro trimestre ante um ano refletiram, conforme explicou o banco, em relatório que acompanhou as suas demonstrações financeiras, a queda dos gastos com calotes, de 33,4% em um ano, em meio à melhora da inadimplência, maiores receitas de serviços e ainda menores despesas administrativas e de pessoal.

A carteira de crédito total do Bradesco foi a R$ 486,864 bilhões ao final de setembro, redução de 1,4% em relação a junho, de R$ 493,566 bilhões. Na comparação anual, quando os empréstimos estavam em R$ 521,771 bilhões, foi identificada queda ainda maior, de 6,7%. O destaque no período foi a carteira de crédito voltada à pessoa física que apresentou leve aumento de 0,1% no trimestre e de 0,7% em um ano, totalizando R$ 172,207 bilhões.

Já os empréstimos para pessoa jurídica encolheram 2,1% e 10,3%, nesta ordem, para R$ 314,657 bilhões. Os ativos totais somaram R$ 1,312 trilhão no terceiro trimestre, alta de 1,6% em relação os três meses imediatamente anteriores, de R$ 1,291 trilhão. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2016, quando totalizavam R$ 1,270 trilhão, houve expansão de 3,3%. O Bradesco encerrou o terceiro trimestre com patrimônio líquido de R$ 110,301 bilhões, aumento de 11,9% em 12 meses e de 3,3% na comparação com os três meses anteriores.

O retorno anualizado do banco sobre o patrimônio líquido médio (ROE) ficou em 18,1% no terceiro trimestre ante 18,2% no segundo e 17,6% no terceiro trimestre de 2016. No critério contábil, o lucro líquido do Bradesco no terceiro trimestre foi de R$ 2,884 bilhões, montante 10,9% menor ante o idêntico intervalo de 2016, de R$ 3,236 bilhões. Já na comparação com o segundo trimestre deste ano, que somou de R$ 3,911 bilhões, o declínio foi ainda maior, de 26,3%. As principais diferenças entre o lucro líquido ajustado e o contábil, conforme explicou o banco em relatório que acompanhou suas demonstrações financeiras, foram gastos da ordem de R$ 1,262 bilhão com o primeiro plano de demissão voluntária do Bradesco realizado no terceiro trimestre. O banco registrou ainda R$ 583 milhões de ágio por conta da aquisição do HSBC, dentre outros motivos.

O lucro líquido ajustado do Bradesco no terceiro trimestre deste ano, de R$ 4,810 bilhões, veio em linha com as projeções do mercado. A média de oito casas consultadas pela reportagem (Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, Credit Suisse, Morgan Stanley, UBS e duas casas que preferiram não ser mencionadas) apontavam para cifra de R$ 4,696 bilhões. Com o resultado do terceiro trimestre, o Bradesco teve expansão de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,462 bilhões. Na comparação com o lucro líquido ajustado obtido nos três meses imediatamente anteriores, de R$ 4,704 bilhões, foi alta de 2,3%.

O quadro de colaboradores do Bradesco foi reduzido em 4,455 mil funcionários no terceiro trimestre ante o segundo, totalizando 100,688 mil colaboradores. A redução ocorre após o banco concluir o primeiro Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) de sua história e que teve a adesão de 7,4 mil pessoas. Em um ano, a redução no quadro é ainda maior, de 9,234 mil colaboradores. A implantação do PDV no banco visou a, principalmente, queimar a gordura por conta da integração do HSBC.

A iniciativa teve custo total, informou o banco, de R$ 2,3 bilhões. Destes, R$ 1,262 bilhão foram registrados como eventos não recorrentes e que impactaram o lucro líquido contábil do Bradesco no terceiro trimestre. O efeito anual estimado nas despesas de pessoal com o PDVE, de acordo com o Bradesco, é uma redução de R$ 1,5 bilhão. O banco encerrou setembro com 60,807 mil pontos de atendimento, aumento de 134 unidades em relação a junho. Em um ano, foram 1,976 mil a menos.

A rede de agências do Bradesco somava 4,845 mil unidades no final do terceiro trimestre, com a redução de 223 pontos físicos na comparação com o segundo. No comparativo anual, foram fechadas 492 agências. Já o total de correntistas ativos do Bradesco era de 25,8 milhões ao final de setembro, redução de 300 mil na comparação com junho. Em um ano, o banco perdeu 1,4 milhão. Já em detentores de poupanças, eram 59,2 milhões ante 58,7 milhões e 58,8 milhões, respectivamente.

A diferença de ativos entre o Itaú Unibanco e o Bradesco se reduziria no terceiro trimestre deste ano não fosse a integração da operação de varejo do Citi. O montante foi a R$ 162,928 bilhões ao final de setembro, considerando a operação do banco americano, aumento de 3,7% em relação ao registrado no término de junho. Sem considerar o varejo do Citi, cuja operação foi liquidada na terça-feira e, portanto, só será incluída nos resultados do quarto trimestre do Itaú, a diferença em ativos em relação ao Bradesco cairia para R$ 154,328 bilhões. No trimestre, ambos tiveram ritmo de crescimento semelhante. Os ativos totais do Itaú somaram R$ 1,466 trilhão no terceiro trimestre, 1,2% acima dos três meses anteriores, de R$ 1,448 trilhão.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, quando estavam em cerca de R$ 1,400 trilhão, houve aumento de 4,70%. Já o Bradesco encerrou setembro com R$ 1,312 trilhão em ativos totais, alta de 1,6% em relação os três meses imediatamente anteriores, de R$ 1,291 trilhão. Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, quando totalizavam R$ 1,270 trilhão, houve expansão de 3,3%. No ano passado, o Bradesco teve impulso com os números do HSBC Brasil, enquanto o Itaú recebeu um reforço ao passar a consolidar os números da instituição resultante da união entre o Banco Itaú Chile e o CorpBanca, o Itaú CorpBanca.

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