João Pessoa 27/05/2018 21:24Hs

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Mercado reduz previsão da inflação para 2016

É a primeira vez em seis semanas que o indicador é ajustado para baixo; mesmo assim, mercado ainda espera preços ainda mais altos neste ano

inflação sobe preçosAlta no preço dos alimentos é reflexo da inflação em patamares elevados(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Com a taxa básica de juros (a Selic) em patamar elevado, o mercado baixou a previsão da inflação para o próximo ano, de 5,50% para 5,45%. É a primeira vez depois de seis semanas consecutivas que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016 é ajustado para baixo. Mesmo com os sucessivos aumentos da Selic e o discurso mais duro do Banco Central, o mercado ainda via com desconfiança a promessa da instituição de entregar a inflação dentro da meta no fim de 2016.

O próximo ano tem sido o foco da autoridade monetária, uma vez que já acredita que será impossível empurrar a inflação para o limite tolerável da meta em 2015. Em linha com essa tendência, o mercado voltou a elevar a previsão da inflação para este ano, de 9% para 9,04%. Trata-se da décima segunda semana consecutiva que o IPCA é reajustado para cima.

As estimativas foram feitas para o boletim semanal Focus, que é produzido com projeções de mais de 100 instituições financeiras e divulgado pelo Banco Central toda segunda-feira.

Os analistas de mercado também mantiveram a Selic em 14,5% – a mesma previsão da semana passada. Ou seja, eles ainda esperam que o BC vá aumentar, neste ano, em 0,75% a taxa básica de juros, que está em 13,75% no atual momento – o maior patamar desde agosto 2006. Apesar disso, eles projetam que, após chegar a esse nível, a taxa comece a cair até chegar a 12,06% no fim do próximo ano.

Com os juros e a inflação em níveis altos, os analistas baixaram ligeiramente – pela sétima semana seguida – a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 1,49% para 1,50%. Se confirmado, será o pior resultado da economia brasileira desde 1990, quando o PIB recuou 4,35%. Para 2016, eles esperam um avanço no PIB de 0,5%.

(Da redação)