João Pessoa 22/05/2018 08:13Hs

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Petrobras descarta novos acordos de indenização com investidores, diz Parente

Petroleira prestou esclarecimentos ao TCU - Estatal pagará US$ 2,92 bi a investidores

Pedro Parente saindo do Ministério da Fazenda, após encontro com o ministro Henrique Meirelles. Brasilia, 16-01-18. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Pedro Parente saindo do Ministério da Fazenda, após encontro com o ministro Henrique Meirelles

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa não considera fechar acordos em outros países para indenizar investidores por perdas provocadas por atos de corrupção investigados pela operação Lava Jato

No início do mês, a estatal se propôs a pagar US$ 2,92 bilhões para encerrar ação coletiva de investidores na Corte Federal de Nova York. Parente disse que a empresa foi “forçada a fazer o acordo pelas contingências da legislação americana”.

Após o anúncio do acordo nos Estados Unidos, acionistas brasileiros entraram na Justiça para obrigar a empresa a garantir as mesmas condições. Para Parente, o tema é “extremamente importante e difícil”, pois a estatal não deve tratar investidores de forma desigual.

No entanto, afirmou que a petroleira segue o marco legal dos países onde emite ações e títulos de dívida. Ele explicou que, diferente da lei americana, a legislação brasileira determina que os administradores responsáveis pelas perdas devem ser processados e não a empresa.

Na visão dele, os investidores brasileiros estão ganhando com os valores que a empresa recuperou por meio de acordos de colaboração celebrados com pessoas físicas e jurídicas no âmbito da operação Lava Jato. Até dezembro, os ressarcimentos somaram quase R$ 1,5 bilhão aos cofres da empresa.

“A legislação americana tem dispositivos que levaram a empresa a se ver em uma situação em que era melhor fazer 1 acordo e assim foi feito. A empresa foi obrigada. Não foi um gesto voluntário”, disse.

ESCLARECIMENTOS AO TCU

Nesta 3ª feira (16.jan.2018), Parente se reuniu com o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Raimundo Carreiro, e outros ministros do TCU para prestar esclarecimentos sobre a negociação nos Estados Unidos.

“Os ministros do tribunal só podem se manifestar se tiverem diante de uma avaliação formal do processo como 1 todo junto e com as contas da Petrobras. Não esperávamos ter deles nenhuma aprovação expressa neste momento”, disse Parente.

Parente avaliou que o acordo foi bem recebido pelo mercado e que o desempenho das ações da estatal “tem sido positivo desde que foi assinado”.

Poder360