João Pessoa 17/08/2018 04:06Hs

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Porto Digital no Recife quer se tornar grife tecnológica mundial

Antes mesmo de chegar à maioridade, o Porto Digital, 12, quer transformar a excelência tecnológica em grife mundial. O polo aguarda para este ano o registro geográfico de produtora de software e tecnologia da informação, concedido pelo Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).

O certificado é conferido a regiões reconhecidas por produtos únicos, como as de Champagne (espumante) e Roquefort (queijo), na França. Com ele, Recife será a primeira no mundo especializada em serviços.

“Só os paranoicos sobrevivem. Se você não for paranoico o suficiente para entender 24h por dia que o que você faz pode ser comoditizado e retirado do mercado, você não sobrevive”, profetiza o cientista Silvio Meira, um dos idealizadores do Porto.

Na década de 70, Recife reunia empresas intensivas em tecnologia como a IBM, que empregavam os jovens saídos do Centro de Informática da Ufpe.

Nos anos 90, com o fim da reserva de mercado e a ida dos processadores de dados para o Sudeste, o ecossistema ruiu.

A criação do Porto foi o meio que os professores encontraram de formar alunos para trabalharem ali, não em São Paulo ou nos Estados Unidos.

“Quando esse movimento de informática começou, a perspectiva de desenvolvimento era de nula a negativa. No Brasil, tinha a história do ‘engenheiro que virou suco’. Aqui, era a dos que haviam ido embora. Nem suco dava”, resume Silvio Meira.

O lançamento do polo foi a criação do Cesar, braço de produção de novas tecnologias do Porto, do qual é cientista chefe.

Nele, topavam qualquer missão para provar que Recife desenvolvia alta tecnologia. Em uma delas, construíram o sistema que permitiu ao Hipercard deixar de ser o cartão fidelidade da rede Bom Preço e se tornar um cartão de crédito.

Hoje, a empresa é a segunda maior do Estado.

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