João Pessoa 12/12/2017 14:21Hs

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Produção industrial registrou aumento de 0,2% em outubro

A produção industrial subiu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pela reportagem, que esperavam desde uma queda de 0,30% a uma expansão de 0,80%, com mediana positiva de 0,20%. Em relação a outubro de 2016, a produção subiu 5,30%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 4,20% a 7,00%, com mediana positiva de 5,30%.

No ano, a indústria teve alta de 1,9%, de acordo com o IBGE. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 1,50%. O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de setembro ante agosto, de 0,2% para 0,3%. A taxa de agosto ante julho também foi revista, de -0,7% para -0,8%. Houve revisão ainda na produção de bens de capital de setembro ante agosto, que passou de -0,3% para estabilidade (0,0%). O instituto revisou também a produção de consumo semi e não duráveis de setembro ante agosto, que passou de -1,8% para -2,3%, enquanto a taxa de agosto ante julho passou de -0,5% para -0,4%, e o resultado de julho ante junho saiu de 2,2% para 1,9%

A produção da indústria de bens de capital avançou 1,1% em outubro ante setembro, informou o IBGE. Na comparação com outubro de 2016, o indicador mostrou crescimento de 14,9%. No ano, houve crescimento de 5,6% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 6,0%. Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou alta de 1,0% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2016, houve aumento de 7,2%.

No ano, a produção de bens de consumo subiu 2,9%. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 2,1%. Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de outubro foi de queda de 2,0% ante setembro, mas alta de 17,6% em relação a outubro de 2016. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve aumento na produção de 2,0% em outubro ante setembro, e alta de 4,9% na comparação com outubro do ano passado. Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção diminuiu 0,8% em outubro ante setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve crescimento de 3,1%.

No ano, os bens intermediários tiveram aumento de 0,9%. Em 12 meses, houve elevação de 0,7% na produção. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve leve queda de 0,1% em outubro. A produção industrial cresceu em 15 dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE. As principais influências positivas foram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), ambos revertendo os resultados negativos registrados no mês anterior: -19,7% e -0,7%, respectivamente. “O setor de farmoquímicos tem uma volatilidade acentuada. As empresas oscilam entre importação de insumos e fabricação de produtos prontos”, relativizou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Quanto ao setor de bebidas, há uma elevação na produção sazonal, por conta do aumento da demanda no fim do ano.

Outras contribuições positivas foram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), metalurgia (1,6%), máquinas e equipamentos (1,3%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%). Entre os nove ramos que reduziram a produção no mês, os produtos alimentícios (-5,7%) foram os que mais impactaram negativamente a alta da indústria. “Tem uma queda importante do item açúcar na passagem de setembro para outubro. O volume maior de chuvas atrapalhou o processamento da cana-de-açúcar. E houve maior destino da produção da cana para álcool em vez de açúcar”, justificou Macedo. “Isso tem influência do ganho de competitividade do etanol em relação à gasolina sim”, completou.

Os demais impactos negativos importantes ocorreram nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%). A produção cresceu em 22 dos 26 ramos industriais em outubro ante o mesmo mês de 2016, segundo os dados do IBGE. O mês de outubro de 2017 teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior, o que ajudou no bom desempenho. Os resultados positivos alcançaram todas as categorias de uso, 61 dos 79 grupos e 61,9% dos 805 produtos pesquisados. O aumento na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (27,4%) exerceu a maior influência positiva sobre a média da indústria, impulsionada por automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, veículos para transporte de mercadorias e autopeças.

Outras contribuições positivas relevantes foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22,0%), de indústrias extrativas (3,1%), de máquinas e equipamentos (8,3%), de metalurgia (6,5%), de produtos de borracha e de material plástico (9,9%), de bebidas (8,3%), de artigos do vestuário e acessórios (11,8%), de outros produtos químicos (4,0%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (16,9%), de móveis (17,8%), de produtos têxteis (7,9%) e de produtos de madeira (8,6%). Na direção oposta, entre as quatro atividades que reduziram a produção, a principal influência negativa foi de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,5%).