João Pessoa 24/05/2018 19:42Hs

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Vilã em ‘Além do tempo’, Paolla Oliveira fala do ex: ‘Eu e Joaquim tivemos um encontro de vida’

paola oliveira 1RIO – Não faz muito tempo que Paolla Oliveira resolveu fazer sua primeira tatuagem. Foi em abril, para marcar os seus 33 anos, e o sol desenhado no pé, obra do artista Tinico Rosa, deixou a atriz muito orgulhosa de sua coragem.

— Eu tinha medo de tatuagem. Não contei para ninguém, fui sozinha, e falei: ‘Faz’. Fechei o olho, não doeu nada, e agora eu quero outra — diverte-se Paolla, que escolheu o pé por ser um lugar que passa energia: — Sou solar, do dia, gosto da energia do sol, acho que revitaliza, inova.

O novo desenho vem somar ao novo visual e ao novo trabalho da atriz. Assim, morena e com os cabelos alongados, ela será a vilã Melissa de “Além do tempo”, novela que estreia amanhã na Globo. A trama das 18h, de Elizabeth Jhin, marca a volta de Paolla à frente das câmeras depois da explosão de “Felizes para sempre?”.

  • Então com 17 anos, Paolla se revezava entre a faculdade de Fisioterapia e o emprego como assistente…Foto: Reprodução

  • Antes de chegar à Globo, Paolla participou desta trama do Record ao lado de Ricardo Macchi, Luciano…Foto: Reprodução

  • O primeiro papel da atriz na Globo veio após sete testes: “Depois, eu estava de malas prontas para…Foto: Márcio de Souza / TV Globo

  • Paolla com Eriberto Leão em ‘Insensato coração’Foto: Agência O Globo

  • A trama de Walcyr Carrasco trouxe mais uma mocinha à carreira da atriz. Na história, ela viveu…Foto: Reprodução

  • Na missérie “Felizes para sempre?” exibida em janeiro deste ano, a atriz viveu a prostituta Danny…Foto: TV Globo

Na minissérie exibida no início do ano, ela surpreendeu como a prostituta Danny Bond, e a cena em que aparece de fio dental, de costas, tornou-se viral nas redes sociais e assunto em nove entre dez rodinhas de conversa.

— Toda vez que se fala nessa série, esse assunto aparece em néon (risos). Aceitei este trabalho agora por muitos motivos, inclusive por ser distante de algo que deu muito certo e para que as pessoas não tentem comparar — avalia a atriz, que apareceu para a conversa com a Revista da TV com um vestido com ar retrô.

A seguir, Paolla fala mais sobre seu papel na trama, relembra o início da carreira, entrega sua paixão por gatos e revela qual é o seu único sonho de consumo ainda não realizado.

‘o horário das 18h é mais leve’

“Fiz um trabalho que deu muito certo, mas temos que ir para o próximo, e não sabemos como virá. Eu nunca havia trabalhado nem com a Elizabeth Jhin e nem com a equipe do Papinha (Rogério Gomes, o diretor), e é uma novela de uma época que eu nunca fiz. Eram elementos que me faziam sair de um grande personagem e ir para uma coisa totalmente diferente no horário das 18h, que é bem mais leve e já afasta as comparações. A série falava de relações supermodernas no mundo atual, a novela tem outra vibe”.

‘Vilã inconsequente, mimada’

“Se a Denise era madura do jeito dela, a Melissa é uma vila superinconsequente, mimada. É uma it girl de época. Melissa tem sangue nobre que veio do pai, é o que usa para ter o amor da madrinha, Vitória (Irene Ravache). Para a época, ela deveria ser comportada, mas quebra parâmetros. Apelidei de Melícia, por conta da Felícia, aquela personagem (do desenho animado “Tiny toon”) que abraça todo mundo, sabe? Acredito que é apaixonada pelo Felipe (Rafael Cardoso), acha que aquilo é o amor, é como se ama, e não tem noção que faz o mal para quem está em volta. Se é egocêntrica? Amor, ela se ama de paixão. Ela quase manda um beijo no ombro. De época”.

‘Estava esperando porrada’

“Esperamos que dê certo e que o trabalho seja reconhecido, mas não sabemos como isso vem. Em “Felizes para sempre?”, aconteceram coisas que eu não esperava, como aquela cena (risos), mas fiquei feliz quando ouvi o Fernando Meirelles (diretor-geral da série) dizer que aquilo era dispensável, pois significa que meu trabalho não ficou limitado a uma cena. Sabe o que mais me surpreendeu? No período que vivemos, em que falamos de sexualidade e igualdade de gêneros, estava esperando porrada. Mas a relação dela tanto com Marilia (Maria Fernanda Cândido) quanto com Cláudio (Enrique Diaz) foi algo que as pessoas compraram.

‘ficaria envergonhada’

“Por sorte fiz o trabalho (“Felizes para sempre?”)antes de ir ao ar, porque não tem a ver comigo isso de me olhar, me achar e fazer a voluptuosa. Esse trajeto não é da Paolla, sou o contrário. Se tivesse visto antes, ficaria envergonhada. Quando aquilo aconteceu, não relaxei, demorei a entender que fazia parte do trabalho. Sei que ‘causou’, mas não me senti assim, a mulher mais desejada do país. Se eu começasse a me achar, me sentiria mal”.

‘não posaria nua’

“Já recusei muitos convites. Não posaria porque meu corpo está a serviço do trabalho. Fico mais à vontade mostrando como personagem do que como Paolla. E outra: acho que a mulher é mais bonita quando você quase vê, quando você acha que vê, quando tem uma sombra, uma peça de roupa que leva à imaginação além dos olhos. Já fiz ensaios sensuais que acho bonitos. Acho que meu pai e irmãos nem se importariam mais se eu posasse, mas eu me sentiria melhor de outra forma”.

Paolla Oliveira com visual retrô – Barbara Lopes / Agência O Globo

‘Adoro um salto’

“Vai lá em casa qualquer dia para me ver descabelada, pé no chão, correndo atrás do cachorro (risos). Existe essa pessoa do trabalho que exige que eu esteja arrumada, e gosto de me ver assim. Eu adoro um salto e um vestido longo, um despojado que parece arrumado”.

‘Meu sonho é ter um sítio’

“Adoro natureza, cachoeira, estou louca para voltar para o mato. Meu único sonho de consumo ainda não realizado é ter um sítio, o lugar onde vou recuperar as minhas energias, bestando, correndo atrás de cachorro e rodeada de 69 gatos (risos). Porque eu tenho 11, né? Todos com nome e sobrenome, adotados, peguei na rua”.

‘Adoro dirigir, até no trânsito’

“Taí algo que ninguém sabe: eu amo dirigir. E dentro da cidade, o que é pior (risos). Coloco uma música… Quando eu era criança, ia para o kart com meus irmãos. Acho que dirigir alivia o estresse. Já na estrada, sou melhor de copiloto, gosto de abrir um bom mapa, de estar entrosada com os pontos da estrada. Dirigir, não, porque eu sinto sono, um perigo. Mas, na cidade, me acalma. Quando não tem natureza, vamos aproveitar o que tem, né? Falou a Pollyana (risos).”

‘Sou argumentativa’

“Sou ariana, inquieta e argumentativa. Para discutir comigo, tem que vir com bons argumentos e me convencer. Não estou tão louca, né? Com jeito e com cuidado, a gente fala tudo o que pensa. Quanto a engolir sapos, eu sou otimista, prefiro achar que não é tudo comigo. É egoísmo achar que todas as crítica são para você, que as pessoas nos odeiam. Vamos ver o que é realmente sapo, em vez de ficar estufada de sapos imaginários”.

‘falo palavrão’

“É uma sacanagem porque há momentos na vida em que você solta um palavrão e fica tudo bem, como briga de trânsito. Ninguém quer cuspir fogo, mas ser normal, natural, espontânea… Estamos aí”.

‘me faltava voz na vida’

“Eu fazia faculdade de Fisioterapia de manhã, Publicidade à tarde e teatro à noite, porque me sentia bem. Eu gostava, me aliviava. Achava que me faltava voz, sabe, na vida? Eu queria falar mais, ser maior do que eu podia ser. Me considero uma pessoa de sorte, mas sempre digo que a sorte vai me encontrar trabalhando. Eu adorava ser assistente de palco do “Passa ou repassa”, ganhava tíquete, cesta básica, sabe quando você se acha? Eu sei que é hilário, mas é uma independência você com 17 anos trabalhar e conquistar suas coisas. Ia de duas a três vezes por semana para o SBT, e quando eu tinha que fazer algum teste ou anúncio, e tinha que mudar o visual eu falava: “Eu faço!” Não sei como dava conta de tudo!”

‘Voltaria para a fisioterapia’

“Minha mãe sempre trabalhou na área de saúde, foi enfermeira e agora é estudante de Medicina aqui no Rio. Essa área sempre foi presente. Eu sabia que não queria ficar trancada numa sala, não queria nada relacionado à tecnologia, Direito. Eu queria poder trocar, que as pessoas se identificassem e se beneficiassem do meu trabalho. Se a carreira artística não tivesse dado certo, eu voltaria para a Fisioterapia, acho uma profissão muito amorosa, sentimental. Tudo o que aprendi com ela trago para a minha atual profissão”.

‘Protótipo de novela’

“Não é que eu ignore que fiz ‘Metamorphoses’ (em 2004), mas aquilo foi um protótipo de novela, acabou no meio do nada e ficamos com aquela cara… Já tinha levado alguns nãos da Globo, fui reprovada no teste para “Malhação”. Para entrar em “Belíssima” foram sete testes, e quando a novela acabou, eu estava de malas prontas para voltar para casa. Não pensei que tinha me transformado em estrela global. Agora, são quase dez anos de carreira, de trabalhos que me trouxeram aqui. Não estava cansada das mocinhas, mas é uma escada da qual você não pode descer. Em ‘Felizes para sempre?’, eu subi mais um degrau, me vi mais madura. Este personagem me exigiu desprendimento, eu precisava ter segurança de que faria um bom trabalho.”

‘Meus pais me ajudaram’

“Falo todos os dias, toda hora com minha família. Meus pais me ajudaram tanto, sempre, que não faria sentido eles não fazerem parte da minha vida. É vídeo, foto, mensagem por WhatsApp…”

‘temos um encontro de vida’

“As pessoas ficariam em cima de mim em qualquer momento que isso acontecesse (sobre a separação de Joaquim Lopes). E não tem hora. A vida pessoal é uma, a profissional, outra. Aconteceu, foi tudo bem, e está bem resolvido. A gente se gosta e se separou da melhor maneira possível. Torcemos um pelo outro, pois o nosso encontro de vida é maior que os desencontros amorosos que possam ter acontecido. A gente tem um encontro de vida que ninguém tira.”

‘Estou me namorando’

“Estou solteira. Agora, me arrumar namorado virou esporte. Paciência. Estou me namorando, feliz. Acho tão cafona essa coisa de a gente não poder ser feliz sozinha, né? É antiquado quando falam: ‘Como assim está sozinha?’ Igualdade para todos! Sociedade machista é o caramba!”

O Globo