João Pessoa 21/08/2018 04:18Hs

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Apesar de críticas, Mano está garantido na seleção até junho de 2013

Apesar de todas as críticas, vaias e pressões, Mano Menezes será intocável no posto de treinador da seleção brasileira pelo menos até a Copa das Confederações, em meados do próximo ano.

O Estado apurou com exclusividade que o presidente da entidade, José Maria Marin, já deixou isso claro ao próprio técnico, em uma conversa que tiveram após os Jogos Olímpicos de Londres, numa medida para lhe dar confiança para formar um conjunto.

O Brasil ficou com a medalha de prata e, desde então, a pressão sobre Mano ganhou uma nova dimensão. Marin, desde que assumiu a CBF, há seis meses, vem alertando que o que garante treinador é resultado. Também exige ver todas as listas de convocados 48 horas antes do anúncio e causou certa surpresa ao passar a conviver com a rotina da seleção.

Agora, numa manobra que visa a dar a Mano tranquilidade para trabalhar, Marin optou por dar ao técnico uma estabilidade que vai vigorar pelo menos até fim de junho de 2013. Entende que o treinador precisa usar o tempo para formar um grupo e fazer o time ganhar conjunto, com uma proliferação de amistosos para os próximos meses.

O dirigente também quer a maior repetição possível dos mesmos jogadores em campo, para começar a dar personalidade ao grupo. Jogadores como Lucas, Neymar, David Luiz e Oscar passaram a ser considerados como pilares nesse trabalho de formação de um conjunto.

Marin, porém, deixou claro a Mano: depois da Copa das Confederações, nova conversa será necessária para avaliar o trabalho. Ou seja, o resultado no evento-teste será fundamental para a sua permanência.

Pressão. Enquanto Mano consegue a garantia de Marin, a CBF quer colocar a seleção sob a pressão do torcedor brasileiro, para que os jogadores comecem a se costumar ao clima que existirá na Copa do Mundo. Nos jogos em São Paulo, Recife e Goiânia, a seleção foi vaiada e Mano ouviu o nome de “Felipão” ser pedido.

Ontem, ao deixar reuniões na Fifa, Marin falou com jornalistas brasileiros e afirmou que quer a seleção jogando diante do público brasileiro e contra seleções de peso, para se dar conta do nível de cobrança que terá durante a Copa. “É aquela torcida que estará presente. Jogador tem de estar pronto para esse cenário”, disse o presidente da CBF.

Calendário complicado. Mas ele admite estar com problemas para encontrar adversários de peso para a seleção. A realidade é que o contrato que a CBF tem com a empresa que promove as partidas, a Pitch, praticamente não prevê mais jogos no País em 2012 e existe um sério problema para encontrar seleções dispostas a viajar até o Brasil. As eliminatórias europeias começaram e as rivais sul-americanas estão também em fases decisivas no caminho para 2014.

“Queremos jogar mais no Brasil. E queremos seleções fortes. Mas nem sempre é possível”, disse Marin. “Seleções estão disputando eliminatórias, e nós, não. Mas é certo que apenas jogos darão conjunto ao time”, lembrou. “Essa é a torcida que temos e a Copa será no Brasil. Portanto, os jogadores precisam se acostumar que será assim. É dessa maneira que vemos a maturidade do jogador”, completou.

Estadão